Escalada de Tensão no Oriente Médio
O Irã lançou uma ofensiva com mísseis contra Israel na madrugada desta segunda-feira, em resposta a ataques aéreos israelenses contra subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, no domingo. A Guarda Revolucionária iraniana declarou ter atingido a Base Aérea de Ramat David, descrita como a “fonte dos atos de agressão” contra civis libaneses. Em contrapartida, Israel informou ter interceptado 11 mísseis iranianos, sem que houvesse vítimas, e realizou ataques aéreos contra alvos militares no centro e oeste do Irã.
Defesa Aérea em Alerta e Fechamento de Espaço Aéreo
Sirenes soaram em diversas regiões de Israel após a detecção dos mísseis iranianos. A defesa aérea israelense agiu para interceptar os projéteis. Minutos após o lançamento dos mísseis iranianos, jornalistas da AFP relataram a audição de pelo menos oito explosões sobre Jerusalém. O Irã, por sua vez, fechou o espaço aéreo em torno do Aeroporto Internacional Imam Khomeini, em Teerã, após os ataques israelenses.
Avisos e Promessas de Retaliação
A Guarda Revolucionária iraniana classificou o ataque como um “aviso”, ameaçando novas e mais amplas retaliações caso as agressões israelenses se repetissem. O chefe das Forças Armadas israelenses, tenente-general Eyal Zamir, prometeu que as forças armadas “atacariam o inimigo com força assim que fosse dada luz verde”. O Irã tem insistido que qualquer acordo de paz definitivo deve incluir o fim do conflito paralelo no Líbano, onde Israel atua contra o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.
Posição dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria entrado em contato com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para aconselhá-lo a não retaliar após a série de ataques. Segundo o jornalista Barak Ravid, da Axios, Trump teria dito: “Israel lançou o seu ataque e o Irã lançou o seu. Não precisamos de mais nenhum.” A posição americana surge em meio a negociações paralisadas entre Irã e EUA sobre o cessar-fogo na guerra, agravado pelos combates entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano.
Fonte: pt.euronews.com

