Morte de Ali Larijani e Escalada de Tensões
O Irã confirmou nesta terça-feira (17) a morte de Ali Larijani, Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, em um comunicado oficial divulgado pela organização. Larijani, uma das figuras mais influentes do país desde o falecimento do Líder Supremo Aiatolá Ali Khamenei no início da guerra, foi vítima de um ataque que também ceifou a vida de seu filho, Morteza Larijani, do chefe de seu gabinete, Alireza Bayat, e de vários guardas.
Israel Assume Responsabilidade e Contexto Político
Israel havia declarado anteriormente ter realizado o ataque que resultou na morte de Larijani e do General Gholam Reza Soleimani, chefe da força Basij da Guarda Revolucionária. Larijani, que já ocupou a presidência do parlamento e atuou como conselheiro sênior de políticas, desempenhou um papel crucial na orientação estratégica de Khamenei durante as negociações nucleares com o governo Trump. Sua influência era tal que ele havia sido sancionado pelo Tesouro dos EUA em janeiro, devido à sua participação na ‘coordenação’ da repressão violenta a protestos internos.
Operação Americana no Irã e Declarações de Trump
Paralelamente aos eventos no Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que a incursão americana em território iraniano será de ‘curta duração’. Trump afirmou que os EUA estão avançando rapidamente em seus planos, com a operação prevista para durar ‘mais algumas semanas’. Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, havia estimado anteriormente que tais incursões no Oriente Médio poderiam se estender por quatro a seis semanas, ressaltando a necessidade de reparos que poderiam levar até dez anos para mitigar os danos dos ataques.
Críticas de Trump à OTAN e Aliados
Em relação à relutância de alguns países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em participar das operações contra o Irã, Trump expressou que os Estados Unidos ‘não precisam ou desejam’ essa assistência. O presidente americano criticou a aliança militar, alegando que os EUA ‘nunca precisaram’ de sua ajuda e que o mesmo se aplica a aliados como Japão, Austrália e Coreia do Sul. Trump destacou que, apesar da recusa em participar ativamente, a maioria dos aliados da OTAN concorda com as ações americanas e com a posição de que o Irã não pode possuir armas nucleares.
Fonte: viva.com.br

