Brasil busca diálogo para reverter imposto americano sobre exportações
O governo brasileiro continuará buscando com os Estados Unidos a reversão da cobrança de 25% sobre a venda de produtos brasileiros para o mercado norte-americano. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, reconheceu que as conversas com o governo de Donald Trump foram mais genéricas, mas ressaltou que o diálogo segue ativo. Segundo Alckmin, os interesses americanos frequentemente se concentravam no etanol, citando a diferença de tarifas entre os países, enquanto o Brasil argumentava que a maior parte de sua produção provém da cana-de-açúcar.
Alckmin classifica disputa como equivocada e defende mercados terceiros
O vice-presidente classificou a disputa tarifária como equivocada, uma vez que os Estados Unidos são o maior produtor de etanol do mundo, seguido pelo Brasil. “Não temos que vender um para o outro, temos que vender para terceiros mercados”, defendeu Alckmin. Ele apontou que, em outros setores, o Brasil já possui tarifas baixas, levando o governo americano a focar em questões não-tarifárias, como o caso das big techs, onde o Brasil não impõe tarifas.
Setor automotivo e cumprimento de regras da OMC
Abordando o setor automotivo, Alckmin garantiu que o Brasil cumpre rigorosamente as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele citou que o imposto de importação para veículos no Brasil é de 35%, enquanto a Europa está aumentando o seu para 45%. “Então, nós sempre cumprimos as regras da OMC. E os automóveis estão fora disso”, argumentou o vice-presidente.
Medida injusta e busca por novos mercados
Alckmin reforçou sua visão de que a medida americana é “injusta e descabida”, pois os Estados Unidos possuem superávit comercial com o Brasil. “Quem deveria aumentar tarifa somos nós, que temos déficit com os Estados Unidos”, frisou. Ele garantiu que o governo brasileiro não abandonará a mesa de negociação e reiterou os esforços para fortalecer a busca por novos mercados, com o apoio da ApexBrasil, BNDES e ABDI.
Fonte: viva.com.br

