Conflitos Geracionais são Realidade em 45% das Empresas
Um estudo recente aponta que o etarismo, ou preconceito baseado na idade, é uma realidade preocupante no ambiente de trabalho brasileiro. De acordo com a pesquisa, 45% dos profissionais já vivenciaram algum tipo de conflito relacionado à idade. O problema se manifesta em ambas as pontas da força de trabalho: jovens e profissionais mais experientes.
Jovens e Idosos: As Gerações Mais Afetadas pelo Etarismo
Os profissionais mais jovens, com idades entre 18 e 28 anos, lideram o ranking, com 62% relatando já ter enfrentado conflitos com colegas de outras gerações. Em seguida, empatados com 55%, aparecem os profissionais entre 29 e 45 anos e aqueles com mais de 61 anos. A faixa etária de 46 a 60 anos também não escapa, com 52% reportando diferenças geracionais.
Preconceitos e a Realidade do Mercado
O etarismo não se limita à fase de contratação, mas permeia a convivência interna nas organizações. O estudo destaca que a sociedade ainda é etarista, com preconceitos enraizados sobre produtividade, familiaridade com tecnologia e capacidade de adaptação, especialmente direcionados aos profissionais mais velhos. Curiosamente, a pesquisa aponta que os próprios profissionais admitem descartar opiniões alheias por critério de idade e que as gerações reproduzem estigmas sobre si mesmas, como a ideia de que jovens não possuem maturidade para liderar.
IA, Liderança e a Busca por Integração Geracional
A ascensão da inteligência artificial no ambiente de trabalho também contribui para o aumento das tensões geracionais, segundo 51% dos entrevistados. Para combater esse cenário, 65% acreditam que um propósito organizacional claro e bem vivenciado pode unir as diferentes gerações. Especialistas apontam que a falta de letramento sobre o tema entre os gestores perpetua o preconceito. A mudança real, segundo Litvak, requer um olhar estratégico da alta liderança, que deve ir além de ações pontuais do RH, promovendo conscientização contínua e práticas de integração e mentoria de mão dupla. Essa abordagem é crucial diante do envelhecimento da força de trabalho e da diminuição de jovens ingressando no mercado, transformando o choque geracional em um diálogo produtivo.
Fonte: viva.com.br

