Governo de SP nega distinção e afirma seguir critérios técnicos
A deputada Erika Hilton (Psol-SP) denunciou neste domingo (26.abr.2026) uma suposta tentativa do governo de São Paulo de impedir a realização de um ato de trabalhadores na Avenida Paulista, em 1º de maio, Dia do Trabalhador. Segundo a parlamentar, a via teria sido reservada para “lideranças bolsonaristas” com o intuito de “enfraquecer a luta” de trabalhadores e desviar a atenção para pautas políticas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Hilton informou que o ato em defesa dos direitos trabalhistas ocorrerá na Praça Roosevelt, a partir das 9h.
Disputa por espaço na Paulista: acusações e versão oficial
Erika Hilton acusou diretamente o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de ser o responsável pela decisão. Ela argumentou que a medida visa garantir que a mídia destaque manifestações de “bolsonaristas pedindo a liberdade para um golpista condenado”, em detrimento das reivindicações dos trabalhadores contra a jornada de trabalho 6×1. A deputada não mencionou se o grupo bolsonarista teria solicitado a reserva do local antes dos movimentos sindicais.
Polícia Militar se defende e garante isonomia
Em resposta às críticas, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou que atua de forma “técnica e isonômica” no planejamento de eventos em vias públicas. Segundo a nota oficial, a corporação segue “critérios previamente estabelecidos” para assegurar o direito à livre manifestação e a segurança de todos. A Polícia Militar afirmou que um planejamento operacional específico será elaborado para as atividades do 1º de maio, com base nas solicitações formalizadas e na legislação vigente, garantindo que “não há distinção quanto à natureza, pauta ou representatividade dos organizadores”.
Garantia de ordem e segurança
A nota da Polícia Militar ressalta que o planejamento incluirá reforço no policiamento preventivo e ostensivo, além de atuação integrada com órgãos municipais e estaduais. O objetivo declarado é garantir a ordem pública, a mobilidade urbana e a segurança dos manifestantes e da população em geral, independentemente do grupo que organize o evento. A corporação reiterou que os mesmos critérios são aplicados para a análise e organização de todos os eventos.
Fonte: www.poder360.com.br

