Investigação aponta envolvimento de Eduardo Bolsonaro em financiamento de filme
Um artigo publicado pelo Poder360 sugere que Eduardo Bolsonaro teria desempenhado um papel central no controle de repasses financeiros destinados à produção do filme “Dark Horse”, projeto ligado à família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o site, mensagens e áudios vazados de uma conversa entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro revelam um compromisso de Vorcaro em financiar R$ 134 milhões para a obra cinematográfica.
Detalhes das transações financeiras e negativas
De acordo com o conteúdo divulgado, o ex-banqueiro teria efetuado pagamentos que somam R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025. Esses valores teriam sido transferidos para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, Estados Unidos. Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, é apontado como um dos agentes desse fundo. Em sua defesa, Eduardo Bolsonaro negou categoricamente em seu perfil no Instagram ter recebido dinheiro de Vorcaro para o filme. Ele afirmou que o escritório de Calixto cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos e que foi ele quem indicou Calixto a Mário Frias, ex-secretário especial da Cultura, devido à sua competência.
Cobrança por repasses e prisão do empresário
O Poder360 relata que, em 16 de novembro de 2025, Flávio Bolsonaro teria cobrado o repasse do restante dos recursos prometidos por Vorcaro, referindo-se a ele como “irmão” e declarando apoio incondicional. No dia seguinte à cobrança, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras. O Intercept Brasil também alega possuir documentos que comprovam as transações, embora não os tenha publicado nem detalhado a origem das cifras.
Posicionamento de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro confirmou a negociação com Daniel Vorcaro, mas não entrou em detalhes sobre os valores. Em resposta à reportagem, ele declarou: “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem.” O Poder360 informou que tentou contato com Paulo Calixto, mas não obteve sucesso em encontrar dados de contato válidos.
Fonte: www.poder360.com.br

