Relatório final da CPI do Crime Organizado aponta ministros do STF e PGR para indiciamento
O relatório final da CPI do Crime Organizado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) nesta terça-feira (14.abr.2026), recomenda o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. A lista de indiciados também inclui o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O documento está previsto para ser votado na tarde desta terça, data que marca o encerramento dos trabalhos da comissão.
Ministros do STF e PGR citados em relatório da CPI; caso Master em foco
O senador Alessandro Vieira justificou a inclusão dos nomes no relatório, citando limitações de recursos e barreiras políticas enfrentadas pela CPI. Ele argumentou que a decisão de focar em indivíduos fora do alcance dos meios usuais de persecução e que podem ser sujeitos a crimes de responsabilidade foi tomada diante desse cenário. O caso do Banco Master é um dos eixos centrais do relatório, sendo tratado como um dos episódios mais relevantes investigados pela comissão. O senador também solicitou que os ministros citados se declarem suspeitos de julgar o caso do Banco Master no STF.
Relatório detalha avanço do crime organizado e propõe medidas legislativas
Além das recomendações de indiciamento, o relatório da CPI descreve um cenário preocupante sobre o avanço estruturado do crime organizado no Brasil, afetando cerca de 28,5 milhões de brasileiros. O documento aponta a convergência entre criminalidade violenta e crimes financeiros como um fator de fortalecimento das facções. Para combater essa expansão, o parecer propõe um pacote de medidas legislativas, incluindo a ampliação de instrumentos de bloqueio de ativos, aumento de penas para lavagem de dinheiro, maior transparência sobre beneficiários finais e a regulamentação do lobby. A criação de um Ministério da Segurança Pública também é sugerida.
CPI consolida 120 dias de trabalho com análise de 312 requerimentos
Com mais de 200 páginas, o documento consolida 120 dias de trabalho da comissão, que realizou 18 reuniões. Durante esse período, os senadores apresentaram 312 requerimentos e analisaram 134 documentos. O foco principal do colegiado foi investigar a atuação, estrutura e expansão do crime organizado no país, buscando apresentar um panorama abrangente e propor soluções efetivas.
Fonte: www.poder360.com.br

