Expectativa Global e Potencial Brasileiro
A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, promete ser um marco para as apostas esportivas globais, com projeções que podem alcançar até US$ 60 bilhões (aproximadamente R$ 310 bilhões). No Brasil, a expectativa é que o mercado regulado, em vigor desde janeiro de 2025, contribua significativamente para esse volume, com estimativas apontando para até 10% do total global. Especialistas do setor veem o torneio como um teste crucial para a maturidade do mercado nacional e a capacidade das operadoras autorizadas de atrair novos apostadores.
Novas Regras e Oportunidades de Mercado
A realização da Copa do Mundo após a regulamentação das apostas de quota fixa no Brasil é vista como um divisor de águas. A expansão do torneio, que passará de 32 para 48 seleções e de 64 para 104 jogos, cria um número inédito de oportunidades para apostas, tanto pré-jogo quanto ao vivo. Empresas como Sportradar e SOFTSWISS Sportsbook preveem um crescimento expressivo em relação à Copa de 2022, impulsionado pela maior quantidade de partidas e pela consolidação de mercados regulamentados. Darren Small, vice-presidente da Sportradar, estima que a receita global com apostas ultrapasse os US$ 50 bilhões, enquanto Alexander Kamenetsky, diretor da SOFTSWISS, projeta um crescimento de mais de 50% em relação aos US$ 35 bilhões registrados em 2022.
O Cenário Brasileiro: Confiança e Crescimento
Apesar do otimismo, Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), ressalta que o mercado brasileiro ainda é recente e dados suficientes para projeções precisas são limitados. No entanto, pesquisas indicam um alto interesse: 38% dos apostadores brasileiros já utilizam plataformas durante Copas do Mundo, e 56% pretendem participar de apostas ou bolões em 2026, percentual que sobe para 70% entre jovens de 18 a 24 anos. Stefano Andrade, CEO da BB Gaming, acredita que a regulamentação aumentará a confiança dos consumidores e atrairá um público inédito para as plataformas autorizadas. Marco Tulio, CEO da Ana Gaming, complementa que o torneio tem o poder de engajar até mesmo pessoas que não são tradicionalmente fãs de esportes.
Consolidação e Arrecadação Tributária
Hans Schleier, diretor de marketing da Casa de Apostas, aponta que o avanço do setor se deve também ao amadurecimento e à consolidação do mercado nos últimos anos. A expectativa é que a Copa de 2026 não apenas consolide o mercado regulado no Brasil, mas também incentive a migração de apostadores para plataformas autorizadas. Isso, por sua vez, deve resultar em um aumento na arrecadação tributária e no fortalecimento de um setor que já se tornou um importante pilar de investimento em publicidade esportiva no país.
Fonte: www.poder360.com.br

