O Risco Silencioso do Colesterol Elevado
O colesterol alto, especialmente o LDL (colesterol ruim), é um inimigo silencioso que afeta cerca de 32% da população adulta brasileira. A condição, que frequentemente não apresenta sintomas claros, pode levar à descoberta tardia após eventos graves como infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade no país, responsáveis por mais de 380 mil óbitos anuais.
A médica nutróloga Sandra Fernandes, da Kora Saúde, explica que, na maioria dos casos, o indivíduo só descobre a alteração após um evento cardiovascular agudo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o colesterol elevado contribua para um terço de todas as doenças cardíacas isquêmicas no mundo. A cirurgiã vascular Inez Ohashi Torres, da SBACV-SP, detalha que o acúmulo de placas de gordura nas artérias é um processo lento e progressivo, que pode levar anos sem manifestar sintomas, dificultando o fluxo sanguíneo.
Desmistificando o Colesterol: Não Apenas para Pessoas com Excesso de Peso
Um equívoco comum é associar o colesterol alto unicamente ao sobrepeso. No entanto, especialistas alertam que pessoas magras também podem ter níveis perigosamente elevados. “A maior parte do colesterol presente no organismo é produzida pelo próprio fígado. Por isso, uma pessoa magra também pode apresentar colesterol elevado, dependendo de fatores genéticos, da alimentação e de outros fatores”, esclarece Inez Ohashi Torres. Pessoas com histórico familiar de problemas cardíacos precoces, diabetes, tabagismo ou doença renal crônica merecem atenção redobrada.
Monitoramento e Mudanças de Hábito: As Chaves para o Controle
A boa notícia é que as taxas de colesterol respondem bem a mudanças no estilo de vida. A recomendação é realizar o lipidograma (perfil lipídico completo) periodicamente, a partir dos 20 anos. Para indivíduos com mais de 50 anos ou com fatores de risco, como histórico familiar ou diabetes, o acompanhamento regular é indispensável para prevenir complicações vasculares irreversíveis.
Adotar uma dieta rica em fibras, gorduras insaturadas e antioxidantes, além de praticar atividades físicas regularmente, são medidas essenciais. Alimentos como aveia, frutas, vegetais, peixes ricos em ômega-3 e azeite de oliva devem fazer parte do cardápio. Por outro lado, é crucial reduzir drasticamente o consumo de gorduras saturadas e trans, presentes em carnes vermelhas gordurosas, frituras, ultraprocessados e doces em excesso.
Fonte: viva.com.br

