Copa do Mundo é trunfo para vendas da Casas Bahia, mas CEO prega cautela com rentabilidade
Renato Franklin foca em estratégias de longo prazo para garantir lucratividade e estabilidade financeira, trocando a ambição por crescimento sustentável.
Estratégia de Vendas: Aposta na Copa para impulsionar eletrônicos
A Copa do Mundo de futebol surge como um dos principais vetores de vendas para a Casas Bahia neste ano. A rede varejista espera triplicar a venda de televisores, que em meses normais gira em torno de 200 mil unidades, aproveitando as ofertas agressivas impulsionadas pela disputa entre fabricantes de eletrônicos. A expectativa é que o evento esportivo gere um pico de consumo, similar ao observado em edições anteriores do mundial.
Mudança de Rumo: Foco em rentabilidade e categorias estratégicas
Sob a liderança de Renato Franklin, que assumiu em 2023, a Casas Bahia revisou sua estratégia de atuação. A empresa abandonou a diversificação em categorias de baixa margem, como produtos de limpeza e bebidas, para concentrar seus esforços em eletrodomésticos, tecnologia e móveis – segmentos onde a marca consolidou sua reputação. O objetivo principal é alcançar um crescimento mais modesto, mas com rentabilidade consistente, evitando os erros do passado que levaram a um endividamento significativo e ao fechamento de lojas.
Inovação e Presença Digital: Carnê digital e marketplaces como vitrines
Para se adaptar ao cenário atual, a Casas Bahia tem investido em sua presença digital. O tradicional carnê da loja ganhou uma versão online, impulsionando as vendas no e-commerce, com a participação do crediário saltando de 3% para 10% nas vendas digitais. Além disso, a empresa passou a utilizar grandes marketplaces como Amazon e Mercado Livre como canais adicionais de venda, transformando rivais em parceiros estratégicos para ampliar o alcance de seus produtos.
Resultados e Desafios: Geração de caixa e controle financeiro
Os primeiros sinais da reestruturação começam a ser notados. A companhia apresentou uma forte geração de caixa no primeiro trimestre, permitindo a redução da alavancagem financeira. No entanto, os altos custos financeiros ainda impactam o resultado líquido, que permaneceu negativo. A estratégia de Franklin é manter uma disciplina financeira rigorosa, priorizando a rentabilidade e a solidez da empresa, mesmo que isso signifique um ritmo de crescimento mais controlado.
Fonte: neofeed.com.br

