Crise Ambiental e Diplomática
O Canadá enfrenta uma emergência de incêndios florestais sem precedentes, com mais de 200 focos fora de controle. Nesta sexta-feira (17 de julho de 2026), o país registrava 896 incêndios ativos, segundo dados oficiais. A província de Ontário é uma das mais atingidas, com cerca de 80 queimadas sem contenção.
Impacto Devastador e Crescente
Desde o início de 2026, as chamas já consumiram aproximadamente 2,8 milhões de hectares em território canadense. Apenas na primeira semana de julho, a área devastada aumentou em 1,2 milhão de hectares, evidenciando a rápida propagação dos incêndios.
Fumaça Atravessa Fronteiras e Preocupa EUA
A fumaça densa gerada pelos incêndios florestais do Canadá se espalhou pelos Estados Unidos, comprometendo severamente a qualidade do ar em diversas regiões. Pelo menos 12 estados americanos emitiram alertas, recomendando que grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, evitem atividades ao ar livre. Cidades do Meio-Oeste e do Nordeste registraram níveis alarmantes de poluição atmosférica.
A situação chegou a tal ponto que Nova York, às vésperas da final da Copa do Mundo, figurou como a quarta cidade com a pior qualidade do ar entre as grandes metrópoles globais, de acordo com a IQAir. As autoridades nova-iorquinas aconselharam a população a limitar atividades físicas intensas ao ar livre e a fazer pausas regulares em caso de necessidade de deslocamento.
Atrito Político entre EUA e Canadá
A crise ambiental escalou para um conflito diplomático. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou o governo canadense pelos efeitos da fumaça em solo americano. Trump chegou a ameaçar a inclusão dos custos associados à poluição na conta das tarifas já impostas ao Canadá, adicionando uma camada de tensão às já delicadas relações bilaterais.
Fonte: www.poder360.com.br

