O Dilema do Preço e a Proliferação da Pirataria
O alto custo das camisetas oficiais de futebol, com preços que podem ultrapassar os R$ 450, é o principal motor da disseminação de produtos falsificados no Brasil. Uma pesquisa revela que 70% dos consumidores que adquirem camisas piratas o fazem devido ao preço elevado das originais. Especialistas apontam que os impostos representam uma parcela significativa do valor final, chegando a 40% em camisas da Seleção Brasileira e até 50% em peças de clubes europeus importadas.
Plataformas Digitais em Busca de Soluções
Diante da pressão das autoridades, grandes plataformas de comércio eletrônico têm reforçado suas estratégias para combater a venda de artigos esportivos falsificados. A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como Amazon e Shein, declarou que a oferta de produtos em desacordo com a legislação de propriedade intelectual é um ponto de atenção constante. A entidade assegura que suas associadas utilizam ferramentas como canais de denúncia e mecanismos de suporte aos titulares de marcas para prevenir, identificar e remover conteúdos ilegais.
Mercado Livre e Shopee Detalham Ações de Combate
O Mercado Livre informou que mantém uma força-tarefa em parceria com a Nike para agilizar a identificação de anúncios de camisas falsificadas e combater redes criminosas. A plataforma utiliza inteligência artificial e aprendizado de máquina para monitorar e remover anúncios irregulares de forma proativa, além de contar com um programa específico para que detentores de direitos autorais denunciem produtos falsos.
Já a Shopee reiterou seu compromisso em cumprir as leis locais e exige a conformidade dos vendedores. A empresa emprega inteligência artificial e canais de denúncia para coibir a venda de produtos falsificados e que violem direitos de propriedade intelectual, colaborando com autoridades para manter um ambiente seguro para consumidores e empreendedores.
Fonte: neofeed.com.br

