O Desafio da Reentrada Atmosférica
Após uma jornada histórica que os levou a sobrevoar a Lua pela primeira vez em mais de meio século e a alcançar a maior distância da Terra já percorrida por humanos, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen da missão Artemis II agora encaram a etapa final e mais tensa de seu retorno: a reentrada na atmosfera terrestre. A missão, que representa um avanço significativo para os planos futuros de pouso lunar, não está isenta de perigos.
Os ‘Oito Minutos do Terror’
Quando a cápsula Orion estiver a aproximadamente 160 km da Terra, a cerca de 120 km de altitude, a tripulação experimentará o que é conhecido como os ‘oito minutos do terror’. Nesse período crítico, a espaçonave atingirá velocidades superiores a 38 mil km/h, o suficiente para cruzar os Estados Unidos em menos de 20 minutos. A fricção com a atmosfera transformará a Orion em uma ‘bola de fogo’ visível pelas janelas, um espetáculo de plasma brilhante. Durante esses minutos, a comunicação com o centro de controle será perdida, adicionando uma camada extra de apreensão, especialmente porque a descida da Artemis II utilizará um ângulo mais raso que o da Artemis I.
Recuperação no Oceano Pacífico
A expectativa é que a comunicação seja restabelecida quando a cápsula estiver a cerca de 8 km acima do Oceano Pacífico, assumindo que todos os sistemas funcionem conforme o esperado. Em seguida, para mitigar a altíssima velocidade remanescente – ainda acima de 500 km/h –, os paraquedas da Orion serão acionados para desacelerar a nave. Após o pouso no oceano, equipes de recuperação da Marinha dos Estados Unidos estarão prontas para auxiliar na extração da tripulação.
Um Salto para o Futuro Lunar
O sucesso da Artemis II, culminando com o seguro retorno de seus astronautas, é um passo fundamental para a Artemis 4, missão que tem como objetivo principal o tão aguardado pouso de seres humanos na superfície da Lua. A experiência adquirida e os dados coletados durante esta missão são cruciais para garantir a segurança e o sucesso das futuras explorações lunares.
Fonte: canaltech.com.br

