Sucesso estrondoso nas bilheterias globais
O filme de animação chinês “Ne Zha 2” alcançou um marco histórico ao ultrapassar “Titanic” e se posicionar como a quarta maior bilheteria global de todos os tempos. Segundo dados divulgados pela plataforma Maoyan, a arrecadação mundial do longa atingiu a impressionante marca de US$ 2,27 bilhões, superando o icônico épico de 1997 dirigido por James Cameron.
“Ne Zha”: Da origem mitológica ao fenômeno moderno
O primeiro filme da franquia, lançado em 2019, apresentou ao público a história de Ne Zha, um garoto com poderes especiais, mas marginalizado por sua vila. Com uma arrecadação de US$ 726 milhões, o longa já demonstrava seu potencial, consolidando-se como a 12ª maior bilheteria global daquele ano. A narrativa se aprofunda na rica cultura e mitologia chinesa, incorporando elementos de modernidade como o uso de reconhecimento facial para portais, conquistando uma legião de fãs, especialmente entre o público jovem.
Enfrentando o destino e a identidade
Em “Ne Zha 2”, o protagonista embarca em uma nova jornada repleta de desafios. Além de batalhas externas contra inimigos formidáveis, o filme explora a luta interna de Ne Zha para encontrar seu lugar no mundo e confrontar seu destino. A produção mescla cenas de ação eletrizantes com temas existenciais profundos, resonando com a audiência que se identifica com as complexidades das jornadas internas e externas do personagem. A saga se baseia em “Fengshen Yanyi”, ou a “criação dos deuses”, um romance histórico da dinastia Ming, narrando a lenda de Ne Zha, uma figura mitológica destinada à destruição que se transforma em um herói.
Interpretações e nacionalismo em “Ne Zha 2”
A animação tem sido interpretada por alguns críticos, como o China Academy, como uma obra com referências anti-americanas. Totens utilizados pelos vilões do filme apresentam um design semelhante ao emblema nacional dos EUA, associados a um status de “imortal” que, na narrativa, carrega preconceitos e impõe vontades à custa de vidas. Lançado antes da guerra comercial entre China e EUA, o filme ganhou ainda mais força no contexto das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, sendo visto por muitos chineses como uma representação do sentimento nacionalista contra o que percebem como uma “ameaça norte-americana”. A animação foi recebida como um reflexo do sentimento de resistência chinês.
Fonte: www.poder360.com.br

