Esquema de Desvio Revelado
Um advogado atuante no Maranhão foi condenado por desviar recursos de clientes que se encontravam em situação de extrema vulnerabilidade. A denúncia, apresentada pelo promotor de Justiça Felipe Augusto Rotondo, da Promotoria de Arame, detalha como o profissional utilizou sua posição para se apropriar de valores destinados a idosos, analfabetos e indígenas da etnia Guajajara.
Método de Apropriação
Segundo o Ministério Público do Maranhão, o advogado realizou o levantamento de 25 alvarás judiciais e homologações de acordos em nome de seus representados. As investigações apontam que ele efetuou saques em espécie e transferências diretas dos valores para suas próprias contas bancárias, retendo integralmente o dinheiro das causas e deixando as vítimas desamparadas.
Tentativa de Fraude e Obstrução
Após ser notificado pelo Ministério Público, o advogado Wender Lima de Lima teria tentado obstruir as investigações. Ele apresentou oito ‘Termos de Adimplemento’ ideologicamente falsos, utilizando artimanhas para obter assinaturas de testemunhas em folhas de papel em branco sob o pretexto de serem meros protocolos judiciais durante a pandemia. Posteriormente, preencheu esses documentos com declarações falsas de quitação financeira, na tentativa de enganar a Promotoria.
Foco na Proteção de Vulneráveis
O promotor Felipe Rotondo enfatizou que a atuação do Ministério Público visou não apenas a responsabilização penal do acusado por violações éticas e legais, mas também a proteção de pessoas em severa condição de vulnerabilidade. A instituição concentrou seus esforços na prevenção da revitimização e no respeito à integridade física, social e psicológica das vítimas.
Fonte: viva.com.br

