Fifa pagará salário a árbitro somali impedido de entrar nos EUA
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) confirmou que pagará integralmente o salário acordado ao árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos para participar da Copa do Mundo de 2026. A decisão foi divulgada pelo jornal britânico BBC.
Rejeição e deportação em Miami
Artan foi retido por 11 horas no aeroporto de Miami em 7 de junho de 2026, após ter sua entrada negada pelas autoridades americanas. A justificativa apresentada foi a de que o árbitro possuiria “ligações com terroristas”, e seu passaporte diplomático foi rejeitado. Após a entrevista de imigração, Artan foi deportado para a Turquia.
Repercussão e declarações do árbitro
Considerado o melhor árbitro do continente africano, Omar Abdulkadir Artan recebeu uma recepção calorosa ao retornar à Somália. Em suas declarações, o árbitro expressou sua decepção e sugeriu que o incidente pode estar relacionado a preconceitos contra seu país: “Acho que eles têm um problema com o meu país”, afirmou. Ele garantiu ter apresentado toda a documentação necessária para sua participação no evento.
Próximo desafio de Artan
Apesar do contratempo, a carreira de Artan segue em ascensão. A Uefa o escalou para apitar a final da Supercopa da Europa, que ocorrerá em 12 de agosto em Salzburg, na Áustria. A partida decidirá o campeão entre o Paris Saint-Germain, bicampeão da Champions League, e o Aston Villa, vencedor da Liga Europa, marcando o início da temporada europeia.
Fonte: www.poder360.com.br

