segunda-feira, junho 15, 2026
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Avaliação do Proadi-SUS Revela Desafios: Desigualdades Regionais e Baixa Integração Pedem Ações Urgentes

Fragmentação e Desigualdade Marcam o Proadi-SUS

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que se prepara para seu sétimo triênio, atingiu um volume expressivo de projetos e investimentos, com cerca de R$ 3,8 bilhões aplicados nos últimos três anos em 203 iniciativas. No entanto, uma pesquisa recente do Ministério da Saúde, em parceria com a UFMG, identificou fragilidades significativas. Apesar da alta capacidade técnica das instituições participantes, o programa sofre com baixa integração sistêmica, fragmentação, articulação deficiente e uma acentuada concentração de projetos nas regiões Sudeste e Sul, que somam 42% das iniciativas. As Regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram participações menores, com 20% e 22%, respectivamente.

Dificuldades no Monitoramento e Identificação de Beneficiários

A avaliação revelou problemas na clareza e rastreabilidade dos beneficiários dos projetos, devido ao uso predominante de dados agregados. Essa falta de detalhamento dificulta a tomada de decisões, o monitoramento eficaz e a mensuração real do impacto das ações. A pesquisa também apontou a ausência de diagnósticos prévios na elaboração de propostas e sobreposição territorial de ações. Há uma necessidade urgente de uma política de equidade no programa e do uso intensivo de dados para uma alocação mais justa de recursos.

Baixa Incorporação de Resultados e Desafios para o Futuro

Outro ponto crítico destacado pelo estudo é a baixa incorporação dos produtos e soluções desenvolvidos no SUS. A falta de planejamento para a internalização dos resultados impede que eles se convertam em capacidades estruturantes para a rede pública. Questões como limitações na avaliação de custo-efetividade, ausência de critérios claros para continuidade de ações e alterações não planejadas após o início da execução também foram identificadas. O Ministério da Saúde reconhece a necessidade de aprimoramento, com foco em melhorias na governança, normas contratuais, gestão do conhecimento e integração sistêmica.

Novas Diretrizes para Ampliar o Impacto

Para o próximo triênio, o Ministério da Saúde planeja reformular o Proadi-SUS com novas premissas e diretrizes. O objetivo é direcionar os projetos para temas estratégicos para o SUS, acelerar aprovações, aumentar a participação e fortalecer a governança. A meta é superar a fragmentação atual, onde mais de 200 projetos cobrem cerca de 150 temas diferentes, e reduzir a alta proporção de projetos de continuidade (atualmente 70%). A expectativa é estimular projetos mais robustos e integrados, focando em áreas como atenção primária, saúde digital e inovação tecnológica, visando transformar iniciativas isoladas em portfólios que gerem mudanças estruturantes para o Sistema Único de Saúde.

Fonte: futurodasaude.com.br

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