Trump aposta em acordo para encerrar guerra com o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou neste sábado (13.jun.2026) a expectativa de que um acordo preliminar com o Irã seja assinado já no domingo (14.jun), com o objetivo de encerrar a guerra que se iniciou em fevereiro. Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o entendimento seria um contraponto à política de seu antecessor, Barack Obama, ao impedir o avanço do programa nuclear iraniano sem custos para Washington. “Uma muralha que impedirá a obtenção de armas nucleares”, declarou, alertando ainda que os EUA possuem uma “alternativa definitiva” caso o Irã rejeite os termos.
Mediação e cautela iraniana marcam negociações
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador das conversas, reforçou a expectativa de um acordo, indicando que as partes já concordaram com a estrutura básica e trabalham para uma assinatura eletrônica, seguida por reuniões técnicas. No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, adotou um discurso mais cauteloso, afirmando que ainda não há data definida para a formalização do memorando, e que a assinatura não deve ocorrer no domingo.
Detalhes do acordo e impasse nuclear
Fontes ligadas às negociações indicam que o memorando prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos. Em contrapartida, os EUA liberariam ativos iranianos congelados e suspenderiam sanções às exportações de petróleo. A questão nuclear, principal justificativa de Trump para o conflito, seria discutida em até 60 dias após a assinatura. Um integrante do governo americano declarou que o acordo atende aos objetivos da Casa Branca, visando o desmantelamento do programa nuclear iraniano e a eliminação de estoques de urânio enriquecido. Contudo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, indicou que Teerã não pretende abrir mão integralmente de seu programa, defendendo a manutenção do urânio em forma diluída e considerando que o país saiu fortalecido do conflito. A tensão se manteve, com forças americanas interceptando drones iranianos em direção ao Estreito de Ormuz após as declarações de Araqchi.
Resistência de Israel e divergências regionais
Israel, que não participa das negociações, já manifestou oposição a alguns termos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o país não fará parte do memorando, evidenciando divergências com a Casa Branca, especialmente sobre a redução das operações militares no Líbano. Enquanto Araqchi sugeriu que o acordo poderia levar a uma retirada israelense de áreas ocupadas no Líbano, o ministro da Defesa de Israel rejeitou a possibilidade, afirmando que o país manterá suas posições de segurança e sua liberdade de ação na região.
Fonte: www.poder360.com.br

