terça-feira, junho 16, 2026
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Proadi-SUS: Avaliação Revela Desafios de Integração e Desigualdade Regional em Programa de Saúde

Fragmentação e Desigualdade Regional Marcam Programa de Apoio ao SUS

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que se prepara para iniciar seu sétimo triênio, atingiu recordes em número de projetos e investimentos, com aproximadamente R$ 3,8 bilhões aplicados nos últimos três anos. No entanto, uma pesquisa recente do Ministério da Saúde, em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), identificou fragilidades significativas. Apesar da alta capacidade técnica das instituições participantes, o programa sofre com baixa integração sistêmica, fragmentação de ações, pouca articulação entre projetos e uma concentração geográfica desigual das iniciativas. A Região Norte, por exemplo, teve uma participação menor em comparação com as regiões Sul e Sudeste.

Problemas de Monitoramento e Falta de Clareza nos Beneficiários

A avaliação do triênio 2021-2023 destacou a dificuldade em identificar e rastrear os beneficiários dos projetos do Proadi-SUS. O uso predominante de dados agregados compromete a clareza e a tomada de decisões, impactando o monitoramento e a análise efetiva das ações. A pesquisa também apontou para a falta de diagnósticos prévios na elaboração de propostas e sobreposição territorial de atividades. Diante disso, a necessidade de uma política de equidade e o uso intensivo de dados para a alocação de recursos foram ressaltados como urgentes.

Desafios na Articulação e Incorporação de Resultados

Outro ponto crítico abordado pelo estudo é a baixa articulação entre os projetos do Proadi-SUS, com redundâncias temáticas e pouca sinergia. A adesão dos gestores também apresentou desafios. A pesquisa revelou dificuldades na avaliação dos projetos, devido à insuficiência de dados e a indicadores focados apenas na execução física e financeira. Além disso, a incorporação dos produtos e soluções desenvolvidas no SUS tem sido limitada, com baixa conversão dos resultados em capacidades estruturantes, o que é atribuído à falta de planejamento para a internalização dessas entregas. Questões como a avaliação de custo-efetividade e a falta de critérios claros para a continuidade de ações também foram identificadas.

Novas Premissas e Diretrizes para o Próximo Triênio

O Ministério da Saúde reconhece os desafios e busca aprimorar o programa. Para o atual triênio, novas premissas e diretrizes foram estabelecidas, visando direcionar os projetos para temas prioritários do SUS, acelerar aprovações e ampliar a participação. O fortalecimento da governança, a transversalidade dos projetos e a aproximação entre o conhecimento de excelência dos hospitais e as iniciativas do SUS são focos da gestão. A expectativa é que os aprendizados da avaliação externa sejam aplicados no planejamento do próximo ciclo (2027-2029), com o objetivo de aumentar o impacto das iniciativas, focar em resultados estruturantes e promover maior integração entre elas, avançando de projetos isolados para portfólios articulados em torno das prioridades estratégicas do SUS.

Fonte: futurodasaude.com.br

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