domingo, junho 21, 2026
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Medicamentos não bastam: Vice-presidente da AstraZeneca defende prevenção e diagnóstico precoce para acesso à saúde no Brasil

Prevenção e Diagnóstico Precoce como Pilares da Inovação em Saúde

A discussão sobre o futuro da saúde e o acesso a tratamentos inovadores precisa ir além dos medicamentos. Segundo Iskra Reic, Executive Vice-Presidente International da AstraZeneca, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para que os avanços científicos, especialmente em áreas como oncologia, realmente transformem a vida dos pacientes. Ela ressalta que a capacidade dos sistemas de saúde em identificar doenças em estágios iniciais, implementar políticas preventivas e reduzir desigualdades é crucial para o sucesso das novas terapias.

Desafios do Acesso e a Importância das Evidências Locais

Reic enfatiza que a equidade no acesso à saúde é um desafio multifacetado. Ele envolve não apenas a infraestrutura e a capacidade de alcançar populações vulneráveis, mas também a garantia de diretrizes clínicas consistentes e o acesso efetivo a tratamentos inovadores. Para a executiva, a produção de evidências locais é um ponto chave para orientar políticas públicas e decisões de incorporação de novas tecnologias. Entender a realidade de cada sistema de saúde é essencial para a implementação de modelos adequados, uma perspectiva que stakeholders e líderes no Brasil devem considerar.

AstraZeneca e o Compromisso com o Mercado Brasileiro

O Brasil é visto pela AstraZeneca como um mercado estratégico, com alta demanda médica não atendida e um histórico positivo de colaboração em pesquisa e desenvolvimento. A empresa tem investido significativamente no país, alcançando 7 milhões de pacientes brasileiros em 2025 e investindo R$ 390 milhões em 124 estudos clínicos. Um exemplo desse compromisso é a parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) para coletar evidências sobre o câncer de pulmão, visando subsidiar a recomendação de um programa nacional de rastreamento precoce no SUS. A detecção precoce do câncer de pulmão, por exemplo, pode aumentar a taxa de sobrevida de 5% para cerca de 60%.

Prioridades da AstraZeneca e a Busca por Financiamento Sustentável

As prioridades da AstraZeneca incluem oncologia, doenças cardiovasculares e metabólicas, doenças respiratórias, imunológicas e raras. Em todas essas frentes, a empresa busca inovações que possam mudar o paradigma de tratamento. Reic também aborda a questão do financiamento da saúde, destacando a necessidade de mecanismos que garantam a sustentabilidade dos sistemas públicos a longo prazo. Ela menciona a importância de explorar novas formas de financiamento, como a tributação do tabaco para a oncologia, e reconhece os esforços recentes do Brasil para expandir o financiamento em oncologia, como o anúncio de R$ 2,2 bilhões para acesso a inovações no setor público, ressaltando o desafio de tornar esse investimento sustentável.

Modelos de Financiamento e o Futuro da Saúde

A discussão sobre modelos de financiamento, como acordos de compartilhamento de risco e baseados em resultados, é vista com otimismo pela AstraZeneca. No entanto, Reic alerta para a necessidade de adaptar as soluções à realidade de cada sistema de saúde, evitando a imposição de modelos únicos. A coleta de dados e a análise aprofundada são fundamentais para que gestores brasileiros definam as estratégias mais adequadas. A executiva também destacou na Assembleia Mundial da Saúde a tendência crescente de países avançarem no entendimento da importância do rastreamento e diagnóstico precoce, com o objetivo de transformar ambições em implementação efetiva.

Fonte: futurodasaude.com.br

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