quinta-feira, junho 4, 2026
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Ações do Nubank em Queda Livre: Troca de CFO, Venda pelo BofA e Preocupações com Crédito Derretem Valor de Mercado em 2026

Nubank Sob Pressão: Ações Despencam Quase 30% em 2026

Em 2026, as ações do Nubank experimentaram uma desvalorização acentuada, acumulando uma queda de quase 30%. Esse declínio expressivo reduziu o valor de mercado da companhia para US$ 58 bilhões, refletindo uma série de preocupações que têm inquietado investidores e analistas.

Aumento da Inadimplência e Provisões Preocupam Mercado

Um dos principais fatores que pressionam o Nubank é o notável aumento nas provisões e na inadimplência. No primeiro trimestre, as provisões cresceram 75,7% em comparação com o ano anterior, atingindo US$ 1,7 bilhão. A inadimplência de 15 a 90 dias subiu para 5%, um indicador que levanta alertas sobre a qualidade do portfólio de crédito. Esse cenário se agrava em um momento de expansão global do banco, que viu seu portfólio de crédito crescer 40% no mesmo período.

Análises de Bancos e Cortes de Preço-Alvo

Instituições financeiras renomadas têm revisado suas recomendações e preços-alvo para as ações do Nubank. O Citi, embora reitere a recomendação de compra, reduziu seu preço-alvo de US$ 22 para US$ 18, sinalizando que o banco pode estar priorizando o crescimento em detrimento da gestão de riscos de crédito, o que pode impactar as margens. Mais contundente, o Bank of America (BofA) rebaixou a recomendação de neutra para venda, cortando o preço-alvo de US$ 16 para US$ 10, citando preocupações com a qualidade dos ativos.

Troca de CFO Gera Desconfiança em Momento Crítico

A recente troca no comando da Diretoria Financeira (CFO) adicionou uma camada de incerteza. A saída de Guilherme Lago e a chegada de Rob Livingston, ex-CFO da Visa para a América do Norte, geraram desconfiança entre os investidores. Analistas, como os do Safra, apontam que, apesar do currículo internacional de Livingston, a falta de especialização no mercado brasileiro e a ausência de um sucessor definido para o CFO no Brasil aumentam a apreensão em um momento crucial. Para mitigar parte dessa preocupação, o Nubank anunciou a criação de um cargo de CFO específico para a operação brasileira.

Desafios e Caminhos para Recuperar a Confiança

O Nubank, que se consolidou como a maior instituição financeira privada em número de clientes no Brasil, com 112 milhões de usuários, agora enfrenta o desafio de demonstrar melhorias na qualidade de seus ativos. Analistas do BTG Pactual sugerem que o banco pode precisar de dois a três trimestres de resultados consistentes em qualidade de crédito e margens ajustadas ao risco para reconquistar a confiança do mercado. Caso contrário, o risco de frustração dos investidores e um potencial “desembarque” do mercado pode aumentar.

Fonte: neofeed.com.br

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