Mulheres Maduras Buscam Alívio Terapêutico com Cannabis Medicinal
Um estudo recente aponta que mulheres com mais de 50 anos representam uma parcela significativa das pacientes que utilizam cannabis medicinal no Brasil. A faixa etária entre 45 e 64 anos concentra 58% dessas usuárias, enquanto o grupo com mais de 65 anos corresponde a quase 17%. Esses dados, divulgados em 28 de maio, Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, indicam uma crescente busca por alternativas terapêuticas complementares entre mulheres com rotinas intensas.
Insônia e Dor Crônica Dominam Indicações de Uso
A insônia lidera a lista de condições tratadas com cannabis medicinal entre as mães, respondendo por 29% dos casos. Dor crônica e fibromialgia, somadas, representam cerca de 25% das pacientes. A pesquisa também destaca que mais da metade dessas mulheres nunca havia utilizado cannabis antes do tratamento medicinal, e 77% afirmam usar derivados da planta em conjunto com medicamentos alopáticos convencionais.
Perfil das Usuárias e Distribuição Geográfica
O levantamento da Blis Data, que analisou respostas voluntárias sobre condições clínicas, rotina e aspectos emocionais, revela que aproximadamente 80% das mães usuárias de cannabis medicinal estão atualmente empregadas. Geograficamente, a região Sudeste concentra mais de 60% das pacientes identificadas, seguida pelo Sul (cerca de 20%) e Nordeste (10%). O estudo abrange pacientes em todos os estados brasileiros.
Cannabis Medicinal como Complemento ao Bem-Estar
Marcela Machado, COO e cofundadora da Blis, ressalta que os números evidenciam uma procura crescente por cuidados de saúde que possam equilibrar o bem-estar, especialmente em relação ao sono, estresse e qualidade de vida. “A cannabis medicinal surge como uma alternativa que, quando prescrita por um profissional de saúde e utilizada de forma regulada, pode contribuir para o equilíbrio do bem-estar”, afirma Machado. Ela enfatiza que o uso não visa substituir tratamentos existentes, mas sim ampliar as possibilidades de cuidado, alinhando-se à demanda por saúde e longevidade na sociedade.
Fonte: viva.com.br

