Santander inicia cobertura com recomendação de compra para SAUD3
O banco Santander iniciou a cobertura da Bradsaúde (SAUD3) com uma recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 18,30 para o final de 2026, o que representa um potencial de valorização de 42% para as ações. A análise destaca que a plataforma integrada de saúde, que une seguros, hospitais, diagnósticos e healthtechs, além de planos odontológicos, tem um potencial de retorno total próximo a 48% quando somado aos dividendos projetados.
Bradsaúde: Lucro robusto e foco em dividendos
Com receitas líquidas superiores a R$ 42 bilhões, a Bradsaúde é vista pelo Santander como um forte motor de geração de caixa, com a operadora de saúde respondendo por cerca de 90% do lucro líquido consolidado. Os analistas projetam um crescimento do lucro em torno de 10% ao ano entre 2025 e 2030. No entanto, o foco principal recai sobre a capacidade da empresa de converter esse lucro em dividendos. A expectativa é de um aumento gradual no payout, saindo de aproximadamente 50% em 2026 para algo em torno de 85% no longo prazo, à medida que a solvência da empresa se fortalece.
Expansão hospitalar em parceria com a Rede D’Or
Um dos pilares da estratégia de longo prazo da Bradsaúde é a Atlântica Hospitais, uma joint venture com a Rede D’Or. Através desta parceria, a Bradsaúde detém 49,99% de uma plataforma que já conta com 19 hospitais e mais de 3,6 mil leitos. O Santander identificou 46 cidades brasileiras com potencial de expansão para a construção de novos hospitais, um movimento que pode impulsionar o market share da companhia, seguindo um padrão observado em outras parcerias da Rede D’Or.
Múltiplo atrativo e riscos a serem considerados
Atualmente, a ação SAUD3 negocia a 9 vezes o lucro estimado para 2026, um múltiplo considerado “excessivamente baixo” pelos analistas do Santander, que acreditam que o mercado ainda não precificou o valor real do negócio. Contudo, a análise também aponta riscos importantes a serem monitorados. A inflação médica é um fator estrutural que pode pressionar as margens das operadoras de saúde. Mudanças regulatórias pela ANS e a possibilidade de a gestão da Bradsaúde optar por manter reservas maiores do que o necessário, em detrimento da distribuição de dividendos, também são pontos de atenção.
Fonte: neofeed.com.br

