Fundador critica falta de opções no mercado e cria solução para investidores com visão de longo prazo
José Eduardo Andrade, com um histórico consolidado em gestoras como Tarpon, Kamaroopin e Patria, identificou uma lacuna no mercado financeiro: a ausência de gestoras que combinassem acesso a talentos globais com um foco claro em tendências seculares. Insatisfeito com as opções disponíveis, Andrade decidiu empreender e fundar a Why Capital, uma gestora com uma proposta inovadora que mistura a liquidez dos investimentos em ações com a estratégia de longo prazo típica de private equity e venture capital.
Estratégia Dupla: Gestores Globais e Coinvestimentos Diretos
A filosofia da Why Capital se desdobra em duas frentes de alocação. Cerca de 70% do capital é destinado a uma seleção criteriosa de três a cinco gestores de ponta nos Estados Unidos e Europa. Os 30% restantes são aplicados em coinvestimentos diretos em empresas que compartilham da visão de tendências seculares. Essa abordagem, inspirada em nomes como Warren Buffett, prioriza investimentos de longo prazo, portfólios concentrados, margens elevadas e alto Retorno Sobre o Capital Investido (ROIC).
Seleção de Gestores e Empresas de Destaque
Após uma análise aprofundada de cerca de 1.900 fundos, auxiliada por inteligência artificial, a Why Capital selecionou três gestoras globais: ValueAct Capital (EUA), conhecida por sua abordagem ativista e participação em conselhos de empresas como Microsoft e Visa; Valley Forge Capital (EUA), com um portfólio mais passivo e concentrado; e TCI Management (Reino Unido), renomada por sua estratégia de investimento ativista focada em valor a longo prazo. Em relação aos coinvestimentos diretos, a gestora apostou em empresas como Visa, Vail Resorts, ASML e Synopsys, identificadas por possuírem o que Andrade chama de “monopólios não regulados” e estarem alinhadas a movimentos independentes de ciclos econômicos de curto prazo.
Por que o Brasil Ficou de Fora?
A decisão de não focar no mercado brasileiro foi estritamente matemática. Andrade aponta a escassez de empresas com retornos competitivos na Bolsa Brasileira. Enquanto os Estados Unidos apresentam mais de 500 empresas com ROIC acima de 20% em 2025, o Brasil conta com apenas 20. Essa diferença de escala, profundidade e liquidez torna o ambiente americano mais propício para a identificação de negócios com vantagens competitivas duradouras, um dos pilares da estratégia da Why Capital.
Fonte: neofeed.com.br

