Ausência Espanhola no Festival Eurovision é Decisão “Coerente”
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, reiterou nesta sexta-feira (15.mai.2026) a defesa da decisão do país em não participar do Festival Eurovision. A ausência espanhola é um protesto contra a participação de Israel no concurso, uma medida que Sánchez descreveu como “coerente” e “necessária” diante do compromisso do governo com os direitos humanos e a legalidade internacional.
“Do Lado Certo da História”
Em um vídeo divulgado na rede social X, Sánchez declarou que o governo espanhol age com a “convicção de estar do lado correto da história”. “Este ano será diferente. Não estaremos em Viena, mas o faremos com a convicção de estar do lado certo da história”, afirmou o líder espanhol, destacando que a cultura também é um meio de expressar o compromisso com esses valores.
Boicote Ampliado e Críticas a Netanyahu
A Espanha não é o único país a se ausentar do festival em protesto. Islândia, Irlanda, Países Baixos e Eslovênia também optaram por não participar desta edição do Eurovision. Além disso, mais de mil artistas endossaram o boicote ao evento. Sánchez, conhecido por ser um dos líderes europeus mais críticos ao governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em relação à guerra na Faixa de Gaza, ressaltou que o Eurovision foi criado para promover a paz, e que “o silêncio não é uma opção” diante da devastação humanitária na região.
“Não Podemos Permanecer Indiferentes”
O premiê espanhol enfatizou a importância da ação diante da crise humanitária: “Não podemos permanecer indiferentes diante do que continua acontecendo em Gaza e no Líbano. É uma questão de coerência, responsabilidade e humanidade”. A final do Eurovision está marcada para sábado (16.mar.2026) em Viena, e a emissora pública espanhola, assim como canais da Eslovênia e da Irlanda, já anunciaram que não transmitirão o evento, reforçando o posicionamento de protesto.
Fonte: www.poder360.com.br

