quarta-feira, maio 13, 2026
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Disputa entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman pode levar Azzas 2154 à cisão, com sócios em rota de colisão

Briga no topo do Azzas 2154 reacende debate sobre cisão da empresa

O conflito entre os sócios Roberto Jatahy e Alexandre Birman no grupo Azzas 2154 atingiu um novo patamar, com a possibilidade de cisão da empresa ganhando força. Jatahy, que já teria admitido essa solução como alternativa, busca uma forma de resolver as divergências que têm afetado o desempenho das ações do grupo, que acumulam queda significativa no ano.

A tensão se intensificou após Birman transferir unilateralmente a unidade Reserva para Blumenau, decisão que Jatahy considerou uma quebra de alinhamento e o levou a buscar arbitragem. A medida judicial inicial, que impediu Birman de desintegrar a Reserva, representa uma vitória parcial para Jatahy, mas a resolução definitiva do impasse ainda é incerta.

Interferência na gestão e alta rotatividade de executivos agravam o cenário

Fontes próximas à situação indicam que a interferência direta de Birman no trabalho de integração da Reserva, que envolveu 10 meses de esforço e consultoria especializada, foi o estopim para a escalada do conflito. A saída do executivo Ruy Kameyama, que liderava a integração, após desentendimentos com Birman, é vista como um sintoma da instabilidade na gestão.

A alta rotatividade de gestores e a insatisfação com a condução do grupo têm gerado custos adicionais e perda de conhecimento técnico, impactando negativamente a operação. Relatos apontam para um ambiente onde a falta de alinhamento entre os sócios e a gestão tem sido uma constante, gerando incertezas sobre o futuro do Azzas 2154.

Jatahy busca consenso, enquanto Birman resiste a discutir cisão

Apesar da batalha judicial, o objetivo de Jatahy seria chegar a um consenso para evitar maiores prejuízos ao grupo. No entanto, Alexandre Birman ainda não estaria receptivo a discutir a possibilidade de cisão, preferindo, no momento, buscar alternativas para a mediação do conflito. A desvalorização das ações da companhia reflete a preocupação do mercado com a instabilidade societária.

A busca por uma nova estrutura de governança, inspirada em modelos como o da Itaúsa, foi prejudicada pelas intervenções de Birman. A saída de Kameyama e a subsequente reestruturação da operação, com a divisão entre unidades lideradas por Jatahy e David Python, indicam uma tentativa de reorganização, mas as tensões subjacentes persistem.

Perda de talentos e custos elevados marcam a gestão do grupo

A insatisfação com a gestão do Azzas 2154 não se limita à Reserva. Há relatos de uma rotatividade expressiva de diretores e a necessidade de pagamentos frequentes de bônus de retenção para manter talentos. A perda de senioridade dentro da companhia gera custos diretos e indiretos, afetando o know-how e a eficiência operacional.

O caso de Thiago Hering, que deixou a liderança da marca Hering, também exemplifica os problemas de sucessão e o impacto em cascata, com demissões em massa na operação de Blumenau. A percepção de que Birman é uma figura de difícil negociação contribui para a dificuldade em reter executivos de ponta, alimentando o ciclo de instabilidade e a possibilidade de uma cisão iminente.

Fonte: neofeed.com.br

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