quarta-feira, maio 13, 2026
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Oposição Reage com Críticas e Acusações de “Eleitoreira” à Revogação da “Taxa das Blusinhas” por Lula

Revogação da “Taxa das Blusinhas” Gera Polêmica

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de revogar a chamada “taxa das blusinhas”, oficializada por medida provisória na última terça-feira (12.mai.2026), provocou forte reação da oposição. Parlamentares de direita rotularam a medida como “eleitoreira” e criticaram o que consideram uma hipocrisia do governo, que extinguiu um imposto criado pela própria gestão petista a menos de cinco meses das eleições presidenciais.

A medida provisória revoga a cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas de comércio eletrônico. A taxação, implementada em 2024 e popularizada como “taxa das blusinhas”, visava, segundo o governo à época, equilibrar a concorrência entre empresas nacionais e estrangeiras.

Acusações de Interesse Eleitoral

Líderes da oposição apontam o calendário eleitoral como principal motivação para a revogação. O líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que apenas com o senador Flávio Bolsonaro (PL) a isenção das taxas seria garantida por todo o mandato. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) questionou a mudança de discurso do governo, lembrando que a arrecadação com a taxa já ultrapassava R$ 2 bilhões e que, segundo Janja, seria paga apenas pelas empresas. “Vale tudo para enganar o eleitor às vésperas das eleições”, afirmou Kicis.

“Milagre do Ano Eleitoral” e Hipocrisia Governamental

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) destacou a contradição do presidente em retirar uma taxa que ele mesmo instituiu. “Melhor assim. Mas que é tipo ‘o medico o e o monstro’… não duvidem”, comentou. Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou a decisão, chamando-a de “milagre do ano eleitoral”. Ele relembrou declarações iniciais sobre o imposto, que supostamente seria arcado apenas pelas empresas, e comparou a situação a outros atos do governo em período eleitoral. Eduardo Ribeiro, presidente do Partido Novo, também criticou a mudança, afirmando que o governo só se preocupou com a eleição agora, e que o eleitor não esquecerá.

ICMS Estadual Permanece

É importante notar que, apesar do fim da cobrança federal, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual sobre importações de até US$ 50 continuará valendo. O governo federal justificou a revogação citando a ampliação da regulamentação do setor e o combate ao contrabando nos últimos anos como fatores que permitiram a medida.

Fonte: www.poder360.com.br

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