quarta-feira, maio 13, 2026
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Disputa entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman Ameaça o Futuro do Azzas 2154 com Possível Cisão e Queda das Ações

Ação Judicial e Deterioração das Relações

A briga entre os sócios Roberto Jatahy e Alexandre Birman, do grupo Azzas 2154, atingiu um novo patamar com uma ação cautelar movida por Jatahy. O objetivo é impedir a retirada da marca Reserva da unidade de negócios sob seu comando, o que poderia gerar uma perda de R$ 116 milhões em Ebitda devido à quebra de sinergias. A relação entre os empresários, já tensa, deteriorou-se ainda mais com a saída de Ruy Kameyama, ex-CEO de fashion & lifestyle, que atuava como mediador do conflito.

Com a saída de Kameyama, Jatahy, que havia assumido um papel mais estratégico, retornou à liderança da unidade de moda feminina. Pouco tempo depois, Birman decidiu retirar a Reserva da operação liderada por Jatahy, apesar de um processo de integração que já durava mais de um ano. Fontes indicam que a união entre Soma e Reserva gerava mais de R$ 200 milhões em eficiência, valores que agora correm o risco de serem perdidos.

Cisão à Vista? Especulações e Impacto no Mercado

A possibilidade de uma cisão no grupo Azzas 2154 volta a rondar os bastidores. Uma das hipóteses em discussão prevê que Alexandre Birman ficaria com as marcas Arezzo, Hering e Reserva, enquanto Roberto Jatahy assumiria a Animale e outras marcas. A Farm, nesse cenário, poderia ser vendida ou desmembrada. A ação judicial de Jatahy ocorreu logo após uma reunião com Birman onde discutiam justamente esse possível desmembramento, segundo relatos.

No entanto, um plano de cisão enfrenta obstáculos no curto prazo. As ações do Azzas acumulam uma queda superior a 60% desde agosto de 2024, e a dificuldade em definir valores e a limitação financeira dos sócios para uma reorganização dessa magnitude são fatores complicadores.

Debandada de Executivos e Crise Interna

Enquanto o conflito se arrasta, o Azzas 2154 sofre com a saída de profissionais estratégicos. Mais de nove executivos em posições-chave deixaram o grupo desde a fusão, incluindo Paulo Kruglensky, contratado para liderar a integração entre Arezzo&Co e Grupo Soma, que permaneceu no cargo por menos de 120 dias. A saída de Kruglensky, responsável pela integração, foi atribuída a divergências internas e ao clima de tensão.

Os fundadores da Reserva, Rony Meisler e seus sócios, também deixaram a companhia. Outros nomes importantes que saíram incluem Thiago Hering, líder da marca adquirida pelo Soma; Luciana Wodzik, CEO da vertical de calçados; e Rafael Sachete, ex-CFO do grupo. O Azzas 2154 não comentou os detalhes, mas em fato relevante informou ter sido surpreendido pela ação judicial de Jatahy, destacando que a gestão da unidade de moda masculina compete ao CEO e que o assunto é regulado pelo estatuto social e acordo de acionistas, sem esperar repercussões operacionais.

Fonte: neofeed.com.br

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