Crise financeira e recuperação judicial
O Grupo Toky, formado pela fusão das varejistas de móveis e decoração Tok&Stok e Mobly, entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A empresa acumula dívidas de R$ 1,11 bilhão e aponta um cenário macroeconômico adverso, com altas taxas de juros e crédito restritivo, como principais motivos para a sua atual situação financeira. Em comunicado, o grupo destacou que a liquidez de curto prazo está comprometida, necessitando de medidas urgentes para preservar suas atividades e viabilizar uma reestruturação.
Fusão conturbada e sinergias não concretizadas
A união entre Tok&Stok e Mobly, oficializada em agosto de 2024, não gerou as sinergias esperadas e foi marcada por disputas societárias. A família fundadora da Tok&Stok e a SPX Capital, acionista majoritária, estiveram em lados opostos em relação ao processo de fusão, culminando em uma oferta pública de aquisição rejeitada pelo conselho da companhia. Essa instabilidade interna, somada aos desafios externos, contribuiu para a deterioração dos indicadores financeiros do grupo.
Bloqueio de recebíveis agrava a situação
Um dos fatores que intensificaram a crise foi o bloqueio de R$ 77 milhões em recebíveis de cartão de crédito pela SRM Bank. O Grupo Toky argumenta que esse montante é significativamente superior aos débitos vencidos e que contesta judicialmente o bloqueio. A empresa afirma que a indisponibilidade desses recebíveis, que representam sua principal fonte de capital de giro, compromete o fluxo de caixa necessário para honrar compromissos básicos com fornecedores, parceiros e funcionários, além de impactar as operações logísticas e de vendas.
Pedidos urgentes à Justiça
Na petição de recuperação judicial, o Grupo Toky solicita à Justiça a suspensão de cláusulas de insolvência presentes em seus contratos, que poderiam levar ao vencimento antecipado de dívidas e inviabilizar a recuperação. Além disso, pede a liberação imediata dos recebíveis bloqueados pela SRM Bank. A empresa argumenta que a manutenção dessas restrições, aliada ao caráter continuado do bloqueio, eleva substancialmente o risco de colapso do fluxo de caixa e de paralisação das atividades empresariais.
Fonte: neofeed.com.br

