O receio de se tornar dependente de terceiros assombra mais os brasileiros com mais de 60 anos do que a própria morte. Uma pesquisa recente aponta que 66% dos idosos têm a perda de autonomia como seu maior temor, enquanto apenas 9% expressam medo de morrer. A descoberta, apresentada no Fórum de Turismo 60+, destaca a importância de manter a independência e a qualidade de vida nesta fase da vida.
O ator e educador físico Mateus Carrieri ressalta que o exercício físico regular é fundamental para garantir a autonomia no dia a dia. Atividades simples como tomar banho, ir ao banheiro, entrar e sair do carro ou subir escadas podem ser realizadas com mais facilidade e segurança, permitindo que os idosos “envelheçam sem precisar da ajuda de ninguém”. Carrieri enfatiza que, embora a proximidade da morte seja uma realidade calculada, a ideia de viver dependente de outra pessoa é assustadora.
Fatores de Insegurança e a Busca por Bem-Estar
Seu Neyzinho, influenciador e especialista em gerontologia, observa que muitos idosos no Brasil enfrentam algum nível de insegurança, seja ela alimentar, afetiva ou financeira. Ele reconhece que o envelhecimento pode ser desafiador, mas reforça o papel crucial do exercício físico para assegurar uma boa qualidade de vida. “A gente quer viver mais e melhor”, afirma, elencando os pilares para um envelhecimento bem-sucedido: atividade física, sono reparador, alimentação balanceada, gestão do estresse, conexões sociais e a evitação de substâncias tóxicas. “Nada é mais terapêutico e curativo do que ter conexões sociais saudáveis”, complementa.
Turismo como Ferramenta de Autonomia e Aprendizado
Aprender coisas novas é apontado como um dos segredos para viver bem a velhice, pois estimula a saúde cognitiva. O turismo surge como uma excelente oportunidade para isso. Carrieri sugere que, embora seja natural deixar de fazer algumas atividades com o tempo, iniciar novas experiências após os 60 anos é enriquecedor, e o turismo pode proporcionar justamente isso. Ele compartilha sua preferência por viagens mais calmas e contemplativas, focadas em experiências em vez de apenas colecionar fotos.
A pesquisa “Turismo 60+: O Brasil que Viaja Depois dos 60” indica que 45% dos idosos viajantes buscam por passeios culturais. Carrieri observa uma tendência de o “novo maduro” no turismo priorizar a qualidade sobre a quantidade nos roteiros. O desejo por experiências significativas e a manutenção da autonomia se mostram como prioridades para este público, que busca viver plenamente e com independência nesta nova fase da vida.
Fonte: viva.com.br

