Impacto na Aviação: Combustível e Dívidas Pesam no Bolso das Companhias
A escalada dos preços do querosene de aviação, intensificada por conflitos globais, está gerando um impacto financeiro considerável para as companhias aéreas. A Latam, por exemplo, já registrou um prejuízo de aproximadamente US$ 40 milhões no primeiro trimestre de 2026, com projeções de despesas adicionais superiores a US$ 700 milhões para o segundo trimestre. Diante desse cenário, a empresa foi forçada a revisar suas projeções anuais para baixo.
Na Azul, a situação é um pouco mais amena devido à valorização do real frente ao dólar, que ajuda a compensar parte da pressão. No entanto, o CEO da companhia, John Rodgerson, ressalta que a disparada do combustível já tem levado as empresas a reavaliar rotas, frequências e estratégias comerciais globalmente. A Azul considera cortes pontuais de voos e reajustes tarifários, mas busca manter a conectividade em áreas estratégicas, priorizando ajustes operacionais.
Governo Federal Intervém com Linha de Crédito para Apoiar o Setor Aéreo
Em resposta à crise, o governo federal estuda a criação de uma linha de crédito temporária de até R$ 1 bilhão para auxiliar as companhias aéreas. O valor seria limitado a 1,6% do faturamento bruto anual de cada empresa, com um teto de R$ 330 milhões por companhia. A União assumirá integralmente o risco dessas operações, visando mitigar os efeitos da alta dos custos no setor.
Varejo Alimentar Sente a Pressão Logística e de Perecíveis
O setor de varejo alimentar também não está imune aos efeitos da instabilidade global. A pressão de custos tem sido mais sentida em produtos perecíveis, como frutas e verduras, que dependem de uma logística rápida e eficiente. Marcio Milan, vice-presidente da Abras, expressa preocupação com o cenário, alertando que a normalização dos preços pode demorar mesmo após a resolução dos conflitos.
A tendência é que essa pressão de custos se estenda para o segundo semestre, especialmente em regiões mais distantes dos centros produtores, onde o custo do frete tem um peso maior. O repasse ao consumidor final, contudo, ainda varia entre os estabelecimentos, dependendo de fatores como estoque, oferta e estratégia comercial em um mercado ainda competitivo.
Fonte: viva.com.br

