quarta-feira, maio 6, 2026
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Ultragaz deixa geração distribuída e foca no mercado livre de energia com expansão ambiciosa

Ultragaz reconfigura estratégia energética

A Ultragaz, braço de energia do Grupo Ultra, anunciou sua saída do mercado de geração distribuída (GD) após quatro anos de atuação. A decisão estratégica envolve a venda de suas duas usinas fotovoltaicas localizadas em Ibirapuã, na Bahia, para a Veo Energia, empresa do Grupo JEM. A transação está em análise pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Desafios da GD e foco no mercado livre

Segundo Lucas Witzler, diretor de energia elétrica da Ultragaz, a saída da GD se deve às dificuldades de escalabilidade do modelo e às incertezas geradas por mudanças nas regras do setor. “A geração distribuída é algo em que se tem uma dificuldade de escalar, você está sempre dependendo de um ativo vinculado a uma distribuidora”, explicou Witzler. A empresa vê no mercado livre de energia um caminho mais promissor e escalável, com potencial para oferecer uma experiência mais positiva aos clientes.

Expansão da oferta combinada de gás e eletricidade

Com a venda de suas operações de GD, a Ultragaz intensificará seu foco no mercado livre, onde já atua desde 2024. O plano é expandir a oferta de eletricidade, combinando-a com seus produtos de gás, para atender um número crescente de consumidores. A empresa já possui 56 mil clientes de gás, dos quais 2 mil também adquirem energia elétrica. A expectativa é de um crescimento acelerado neste segmento, impulsionado pela flexibilização do mercado livre.

Mercado livre em expansão e projeções futuras

Witzler destacou o potencial de crescimento do mercado livre, que em breve permitirá que todos os consumidores empresariais e, posteriormente, residenciais, possam escolher seus fornecedores de energia. A Ultragaz estima que o mercado possa alcançar quase 90 milhões de consumidores em dois anos e pretende alavancar sua capilaridade para oferecer uma solução energética completa. A empresa, que teve um EBITDA ajustado recorrente de R$ 1,7 bilhão no ano passado, acredita estar bem posicionada para liderar esse crescimento acelerado.

Fonte: neofeed.com.br

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