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Governo Lula lança campanha nacional para extinguir jornada 6×1 e unificar modelo 5×2

Mudança na CLT visa aumentar tempo livre e produtividade

O Governo Federal deu início a uma campanha nacional com o objetivo de erradicar a jornada de trabalho 6×1, propondo a consolidação do modelo 5×2, que garante dois dias consecutivos de descanso remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos. O projeto de lei, enviado pelo presidente Lula ao Congresso Nacional em 14 de abril com urgência constitucional, prevê a redução do limite semanal de 44 para 40 horas, mantendo a jornada diária em 8 horas, mesmo em escalas especiais. A iniciativa busca não apenas ampliar o tempo livre dos trabalhadores e melhorar sua qualidade de vida, mas também reduzir impactos na saúde, além de promover ganhos de produtividade e diminuir afastamentos e rotatividade.

Detalhes da Proposta e Tramitação Legislativa

O texto legal proíbe expressamente a redução salarial e altera dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para padronizar a aplicação das novas regras. Atualmente, existem três Propostas de Emenda à Constituição (PECs) em tramitação nas casas legislativas sobre o tema. Duas delas foram apensadas e estão em análise em uma comissão especial na Câmara dos Deputados, enquanto a terceira aguarda andamento no Senado. O governo prefere que seu projeto seja aprovado, pois, caso o Congresso o altere, o texto pode ser vetado parcialmente pelo presidente. Já as PECs, por modificarem a Constituição, não passam por sanção presidencial.

Impacto e Dados da Força de Trabalho

Dados do governo federal indicam que, dos 50,2 milhões de trabalhadores celetistas no Brasil, 37,2 milhões cumprem a jornada atual de 44 horas semanais, e 26,3 milhões não recebem horas extras remuneradas. A escala 6×1 afeta cerca de 14,8 milhões de pessoas, além de 1,4 milhão de trabalhadoras domésticas. Em 2024, o país registrou aproximadamente 500 mil afastamentos por doenças psicossociais ligadas ao trabalho, com as jornadas mais longas concentradas em trabalhadores de menor renda e escolaridade. Uma pesquisa do Sebrae aponta que 91% dos micro e pequenos empresários conhecem a proposta, e 46% acreditam que ela não impactará seus negócios. Um estudo do Ipea sugere que a redução para 40 horas teria um impacto inferior a 1% nos custos operacionais de setores como indústria e comércio.

Cenário Internacional e Benefícios Sociais

A proposta brasileira se alinha a tendências globais de redução da jornada de trabalho. O Chile planeja diminuir a jornada para 40 horas até 2029, e a Colômbia transita para 42 horas até 2026. Na Europa, jornadas de 40 horas ou menos já são a norma, com a França adotando 35 horas semanais e países como Alemanha e Holanda registrando médias ainda menores. Testes realizados em nações como Islândia, Reino Unido e Portugal demonstraram resultados positivos, incluindo redução de estresse, melhora na saúde mental e manutenção ou até aumento da produtividade. A campanha, veiculada em diversas mídias com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, reforça a visão do governo de que a redução da jornada é um direito fundamental, não um privilégio.

Fonte: www.poder360.com.br

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