Deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) minimiza impacto da rejeição de Jorge Messias ao STF e defende sua competência
O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal, na última quarta-feira (29.abr.2026), não representa o “fim do governo” de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Messias, indicado pelo presidente para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, teve sua sabatina e votação na Casa Alta reprovadas, o que gerou discussões sobre o cenário político.
Messias considerado “ideal” para o STF, diz Teixeira
Teixeira lamentou a decisão do Senado, considerando Jorge Messias um nome “ideal” para compor o STF. No entanto, o parlamentar assegurou que o advogado-geral da União está “de alma tranquila” após o ocorrido, destacando a “altíssima competência” demonstrada por Messias durante a sabatina. O deputado sugeriu que a reprovação pode ter sido motivada por “outro aspecto” e não por uma avaliação direta sobre a qualificação do indicado.
Investigação sobre motivações dos senadores é sugerida
“Messias não teria nenhuma razão para não ser aprovado. Então, não foi ele. Talvez os senadores daqui estejam com uma questão. Esse voto dos senadores não foi em relação ao Messias. Eles deram voto em relação a outro aspecto. A imprensa precisa investigar isso. Ele deu um show hoje”, declarou Teixeira, incentivando a mídia a aprofundar a apuração sobre as reais razões por trás dos votos contrários. O deputado reiterou que não tem informações sobre a intenção do presidente Lula em indicar um novo nome para o STF.
Rejeição histórica e posição sobre veto do PL da Dosimetria
A nomeação de Jorge Messias foi barrada no plenário do Senado por 42 votos contra e 34 a favor, ficando a sete votos da aprovação necessária. Este evento marca a primeira vez em 132 anos que um candidato indicado ao STF é rejeitado pelo Senado, o último caso semelhante ocorreu em 1894, com o marechal Floriano Peixoto. Paralelamente, Paulo Teixeira confirmou que votará pela manutenção do veto ao PL da Dosimetria, que será apreciado pelo Congresso nesta quinta-feira (30.abr.2026).
Fonte: www.poder360.com.br

