Saída em Momento Delicado
A Alliança Saúde anunciou na sexta-feira, 24 de abril, a renúncia de Ricardo Sartim, que ocupava os cargos de CEO e CFO interino. Sartim, no comando da empresa de medicina diagnóstica há exatamente um ano, alegou motivos pessoais para sua saída. A companhia já iniciou o processo de sucessão para as posições.
Dificuldades Financeiras e Ações de Credores
A saída de Sartim ocorre em um período de grande instabilidade para a Alliança Saúde. Em fevereiro, credores tomaram o controle das ações da empresa, transferindo-as para o fundo Tessai, ligado à gestora Geribá. A companhia reportou uma dívida líquida de R$ 499,7 milhões no final do terceiro trimestre de 2025 e enfrentou problemas de liquidez, agravados pela transferência unilateral de R$ 11,8 milhões de uma conta vinculada pela Siemens Healthineers em abril.
Impactos no Mercado e Negócios
A instabilidade financeira levou a Alliança Saúde a adiar a divulgação de seus balanços e afetou sua capacidade de cumprir obrigações com fornecedores e corpo clínico. Além disso, a empresa encerrou negociações para a aquisição do Grupo Meddi, um movimento considerado estratégico para sua expansão. Em consequência, as ações da Alliança Saúde sofreram uma desvalorização de 53,2% nos últimos 12 meses, fechando em R$ 3 e com um valor de mercado de R$ 456,9 milhões.
Contexto de Reestruturação e Proteção
A gestão anterior, sob o comando de Nelson Tanure, que assumiu o controle em 2022 com foco em crescimento inorgânico, também enfrentou dificuldades. A empresa chegou a contratar o BTG Pactual para buscar alternativas de reorganização, incluindo uma possível venda, que não se concretizou. No final de março, após a saída de Tanure e o ajuizamento de uma ação cautelar, a Alliança obteve uma liminar concedendo 60 dias de proteção contra execuções e retiradas de bens essenciais para a operação.
Fonte: neofeed.com.br

