quarta-feira, maio 6, 2026
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Guerra no Oriente Médio pode encarecer sua conta de luz: entenda o impacto no Brasil

Impacto direto no bolso do consumidor

A escalada de tensões no Oriente Médio e a consequente alta nos preços internacionais do petróleo e do gás natural têm potencial para impactar o bolso dos brasileiros. Um estudo da consultoria Thymos Energia alerta que o aumento desses combustíveis fósseis pode elevar dois indicadores cruciais para o sistema elétrico brasileiro, cujos custos são repassados diretamente para a conta de luz: a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e o Custo Variável Unitário (CVU) das termelétricas.

Entenda os indicadores que afetam sua tarifa

A Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) é um subsídio para a geração de energia em sistemas isolados, especialmente na Região Norte do país. Quando o preço do petróleo e do gás natural sobe, essa conta também aumenta. Durante a guerra na Ucrânia, por exemplo, o preço do barril de Brent chegou a ultrapassar US$ 139, o que causou um aumento de 41% na CCC. Agora, com o Brent novamente acima de US$ 100, a preocupação com a CCC, que não possui um teto legal e tem seus aumentos repassados integralmente ao consumidor via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), reacende.

Outro ponto de atenção é o Custo Variável Unitário (CVU) das termelétricas. Essas usinas, que dependem de combustíveis fósseis, tornam-se mais caras para o sistema elétrico quando esses combustíveis ficam mais caros. Com o início do período seco no Brasil, a menor disponibilidade hídrica tende a aumentar a dependência de termelétricas, intensificando o impacto do aumento do CVU. Isso pode levar à elevação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), referência do mercado de curto prazo de energia, pressionando ainda mais os custos.

Novos encargos e o futuro das tarifas

Além dos efeitos da guerra, um levantamento da TR Soluções aponta que a contratação de potência para o sistema elétrico brasileiro através de leilões de reserva de capacidade resultará em um custo anual de R$ 48 bilhões em encargos a partir do início da próxima década. Parte desse impacto já pode ser sentida a partir de 2026, com um aumento médio previsto de 0,4% nas tarifas. Até 2032, estima-se um aumento de 7,5% nas tarifas para consumidores cativos e de 13,5% para grandes indústrias no mercado livre.

Desdobramentos econômicos e inflacionários

Os efeitos do aumento nos custos de energia podem não se limitar ao setor elétrico. O encarecimento da energia tende a pressionar a inflação geral e a afetar a competitividade da economia brasileira como um todo. A instabilidade nos mercados internacionais de energia, portanto, representa um risco adicional para a estabilidade econômica do país.

Fonte: neofeed.com.br

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