Sequoia se Despede do E-commerce B2C: Venda de Mega Sorter ao Mercado Livre Marca Virada Estratégica
Com prejuízo mensal de R$ 2,5 milhões e alta ociosidade, empresa foca em logística “asset light” para bancos e fintechs, visando rentabilidade e geração de caixa.
A Sequoia Logística anunciou a venda de seu mega sorter ao Mercado Livre por R$ 40 milhões, um movimento que oficializa a saída da companhia do competitivo segmento de e-commerce (B2C). O equipamento de alta capacidade, adquirido após a fusão com a Move3, operava com uma ociosidade superior a 50% e gerava um prejuízo mensal de aproximadamente R$ 2,5 milhões, segundo informações da própria empresa. A transação também inclui a transferência do contrato de aluguel do galpão onde o sorter está instalado.
Fim de uma Era Deficitária para a Sequoia
O mega sorter, capaz de processar até 32 mil pacotes por hora, representava um ativo oneroso para a Sequoia. Sua operação, que consumia cerca de R$ 2,5 milhões por mês em custos de manutenção, aluguel e mão de obra, tornou-se insustentável diante da mudança no cenário logístico do e-commerce. Leopoldo Bruggen, CEO da Sequoia, admitiu que a escala necessária para justificar o investimento em tal infraestrutura não se concretizou, especialmente após a pandemia, período em que os grandes marketplaces intensificaram a verticalização de suas operações logísticas.
Nova Estratégia: Foco em “Asset Light” e Segmentos Rentáveis
Com a venda do mega sorter, a Sequoia adota um modelo de negócios “asset light”, que demanda menor infraestrutura fixa e se concentra em nichos de maior rentabilidade e previsibilidade de receita. O principal foco agora é a entrega de produtos bancários, como cartões e maquininhas, um mercado no qual a Flash Courier, marca da Sequoia, já detém uma posição de liderança com cerca de 70% de market share. A empresa busca consolidar e expandir essa atuação, aproveitando a obtenção da certidão negativa de débito (CND) para participar de licitações públicas.
Flash Courier: Pilar da Nova Sequoia
A Flash Courier já responde por mais de 80% da receita da Sequoia, demonstrando a força e a rentabilidade deste segmento. A expectativa é de que, com a saída do B2C, a companhia possa direcionar mais recursos e atenção para fortalecer ainda mais essa vertical. Bruno Gomes, sócio da JiveMauá, principal acionista da Sequoia, ressalta a importância da agilidade em adaptar a estratégia diante das mudanças de mercado, priorizando a geração de caixa e a lucratividade em detrimento do crescimento a qualquer custo.
Entregas Dedicadas e Perspectivas Futuras
Além do segmento bancário, a Sequoia também amplia sua atuação em entregas dedicadas (full truck load), um modelo de negócio considerado rentável e de baixo risco, onde cargas fechadas são transportadas para um único cliente. Este modelo permite maior controle de custos e alinhamento entre receita e despesa, evitando as perdas associadas à antecipação de custos sem garantia de receita, comum no B2C. A gestora JiveMauá vê a geração de caixa como fundamental para a recuperação da empresa e a restauração de sua atratividade no mercado acionário.
Fonte: neofeed.com.br

