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Investimento Recorde da China em Energia Nuclear em 2025 Sinaliza Domínio Global e Metas Climáticas Aceleradas

Expansão Acelerada e Metas Climáticas

A China alcançou um marco histórico em 2025, com investimentos na construção de usinas nucleares atingindo a cifra recorde de 161 bilhões de yuans, o equivalente a US$ 23,6 bilhões. Este valor representa um aumento de 10% em relação ao ano anterior, evidenciando um esforço acelerado do país para expandir sua capacidade de geração de energia nuclear. A iniciativa está intrinsecamente ligada às metas climáticas nacionais e à busca por maior segurança energética, posicionando a China para se tornar a maior produtora de energia nuclear do mundo, superando os Estados Unidos antes do final da década.

Crescimento Sustentado e Aprovações de Reatores

Os investimentos no setor nuclear chinês têm apresentado um crescimento constante. Relatório divulgado pela Associação Chinesa de Energia Nuclear aponta que os aportes saltaram de 33,5 bilhões de yuans (US$ 4,9 bilhões) em 2019 para 146,9 bilhões de yuans (US$ 21,6 bilhões) em 2024. Desde 2022, o governo chinês tem agilizado as aprovações para novos reatores, liberando 10 ou mais unidades anualmente por quatro anos consecutivos. Ao final de 2025, a China contava com 59 usinas nucleares em operação comercial, totalizando 62,5 milhões de quilowatts de capacidade, com outras 35 unidades em construção, somando 41,9 milhões de quilowatts.

Presença Internacional e Exportação de Tecnologia

A indústria nuclear chinesa também expande sua influência globalmente. Na Cúpula de Energia Nuclear em Paris, a China aderiu à Declaração Tripla Nuclear, reafirmando o compromisso com o papel da energia nuclear na transição energética mundial. Empresas chinesas já exportam tecnologia, com o reator Hualong One sendo empregado no Paquistão. Atualmente, a China já exportou 7 unidades nucleares e intensifica a cooperação com países como Rússia, Cazaquistão e diversas nações africanas em áreas como recursos de urânio e elementos combustíveis.

Integração na Matriz Energética e Desafios Econômicos

Internamente, a energia nuclear consolida-se como pilar da matriz elétrica chinesa, respondendo por quase 50% das transações de eletricidade no mercado, um salto expressivo em relação aos cerca de 30% em 2020. Essa ascensão sublinha sua importância na transição para uma matriz energética mais limpa. Contudo, pressões econômicas emergem, com recomendações para aprimorar a sustentabilidade do setor, incluindo mecanismos de garantia de preços e redução de custos via inovação tecnológica. A recente aprovação da primeira lei de energia atômica em setembro passado fornece uma base legal robusta para o desenvolvimento futuro do setor, incentivando a inovação contínua e a colaboração entre governo, indústria e academia, além do fortalecimento da cadeia de suprimentos de urânio nacional e da cooperação internacional.

Fonte: www.poder360.com.br

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