Itaú Asset Assume Liderança no Mercado de ETFs
A Itaú Asset Management alcançou um marco significativo no mercado brasileiro de fundos de índice (ETFs), tornando-se a maior gestora do setor em volume sob gestão. Superando a histórica líder BlackRock, a gestora do Itaú acumula cerca de R$ 30 bilhões distribuídos em 31 ETFs, o que representa aproximadamente 28% de participação de mercado, segundo dados de março. Essa ascensão se deve em grande parte à crescente adesão de investidores institucionais, que respondem por 56,1% do volume sob custódia, enquanto pessoas físicas somam 33,7%.
Foco em Eficiência e Vantagens para o Investidor Pessoa Física
A estratégia da Itaú Asset para conquistar e manter a liderança baseia-se em eficiência de gestão e competitividade. Um diferencial apontado é a gestão do aluguel de ações, cujas receitas são integralmente revertidas aos cotistas, gerando performance superior. Para atrair o investidor pessoa física, a gestora tem investido em educação financeira e no desenvolvimento de produtos de renda fixa. Esses ETFs de renda fixa oferecem simplicidade de acesso, isenção de come-cotas e uma alíquota única de Imposto de Renda de 15%, além de eliminarem a necessidade de recolhimento via DARF.
Expansão da Indústria de ETFs no Brasil
O crescimento da Itaú Asset ocorre em um momento de expansão da indústria de ETFs no Brasil. Nos últimos dois anos, os ETFs se tornaram a classe de fundos com maior crescimento no país, dobrando de tamanho e superando a marca de R$ 100 bilhões sob gestão, embora ainda representem apenas 1% do mercado total de fundos. O mercado institucional tem sido o principal motor dessa expansão, com gestoras, fundos de pensão e seguradoras utilizando ETFs como ferramentas de construção de portfólio, inclusive para estratégias mais complexas.
Olhando para o Futuro: Consolidação e Crescimento
A Itaú Asset vislumbra um futuro de consolidação no mercado de ETFs brasileiro, seguindo a tendência global onde poucas grandes gestoras dominam. A gestora projeta que o mercado brasileiro pode atingir R$ 1 trilhão em uma década. Para isso, a estratégia inclui a expansão da oferta de produtos mais simples e eficientes, alinhados ao perfil do investidor brasileiro, que historicamente prefere a renda fixa. A empresa busca manter sua liderança, almejando uma participação de mercado superior a 30%.
Fonte: neofeed.com.br

