Expansão Estratégica para Serviços e Tecnologia
O governo do Paraguai implementou uma reforma significativa em seu regime de maquila, um sistema que concede incentivos fiscais para empresas estrangeiras que produzem ou prestam serviços no país com foco na exportação. A principal novidade é a inclusão de serviços no modelo, que antes era restrito à produção de bens. Essa mudança visa atrair empresas de tecnologia, call centers e serviços administrativos, que se instalam mais rapidamente e podem operar com benefícios fiscais para exportação.
Benefícios Ampliados e Segurança Jurídica
As alterações promovidas visam aumentar a segurança jurídica, agilizar a adesão ao regime, reduzir custos operacionais e expandir o número de empresas elegíveis. A inclusão de serviços como contabilidade, fabricação de software e Business Process Outsourcing (BPO) é um diferencial, desde que sejam prestados para o exterior. O objetivo é que essas empresas invistam no Paraguai e gerem empregos locais, com a contrapartida de que os trabalhadores sejam formalizados, com direitos a salário mínimo, seguridade social e inclusão tributária.
Vantagens Competitivas e Otimização de Custos
Empresas que operam sob o regime de maquila no Paraguai beneficiam-se de uma taxa única sobre o valor agregado, isenção de impostos na importação de insumos e a possibilidade de remeter lucros para seus países de origem sem a taxação de 15% aplicada a empresas no regime normal. Essas vantagens podem gerar um ganho de competitividade entre 15% e 20%. A busca por fornecedores territorialmente mais próximos, impulsionada por eventos globais recentes, torna o Paraguai um destino atrativo para empresas brasileiras que buscam otimizar custos e acessar novos mercados com preços competitivos.
Fortalecimento da Economia e Transferência de Conhecimento
Além de atrair investimentos e gerar empregos formais, o regime de maquila é visto como uma ferramenta para impulsionar a formalização da economia paraguaia, que ainda possui um alto índice de informalidade. O governo de Santiago Peña também almeja promover a transferência de conhecimento e educação por meio do intercâmbio gerado pelos investimentos externos. Empresas brasileiras como Lupo, Karsten, Riachuelo e JBS já operam no Paraguai sob este regime, e a expectativa é de um aumento no interesse, especialmente no setor de serviços.
Fonte: www.poder360.com.br

