Nova Tentativa de Aquisição Bilionária
Cinco anos após uma primeira investida frustrada, a Pershing Square, gestora do bilionário Bill Ackman, relança sua ofensiva para adquirir a Universal Music Group (UMG), a gigante da indústria fonográfica por trás de estrelas como Taylor Swift, Bad Bunny, Bruno Mars e Ariana Grande. A proposta, anunciada nesta terça-feira (7), avalia a UMG em aproximadamente € 55,7 bilhões (US$ 63,5 bilhões).
Um Acordo Complexo e com Prêmio Significativo
A oferta da Pershing Square detalha um arranjo financeiro intrincado, que inclui a fusão com uma SPARC (Special Purpose Acquisition Rights Company), uma variação das SPACs. A transação avalia o negócio em € 30,40 por ação, representando um prêmio de 78% sobre o valor de fechamento do dia anterior. O plano prevê a extinção de 17% das ações da UMG, que também assumiria € 5,4 bilhões em dívidas e venderia sua participação no Spotify por € 1,5 bilhão. Acionistas terão a opção de receber ações ou dinheiro, com a alternativa de € 22 por ação para quem optar pela modalidade em dinheiro.
Desafios e Aprovações Necessárias
A concretização do acordo não será simples, pois requer a aprovação de dois terços dos acionistas da Universal Music Group. Entre os principais detentores de participação estão a família Bolloré (com mais de 18%), o conglomerado Vivendi (com 10%) e a chinesa Tencent (com cerca de 11%). Ackman já havia tentado adquirir uma fatia de 10% da UMG em 2021, através de uma SPAC, mas retirou a proposta após questionamentos da SEC (Securities and Exchange Commission). Posteriormente, adquiriu diretamente 7,1% da gravadora, elevando sua participação para 10%.
Motivações e Expectativas de Ackman
Bill Ackman justificou a nova oferta citando que o preço das ações da UMG tem sido afetado por fatores externos ao desempenho do negócio musical, como atrasos na listagem nos EUA e subutilização do balanço patrimonial. Ele acredita que a transação pode resolver essas questões e destravar valor para os acionistas. A proposta também contempla a mudança da sede da nova empresa para Nevada, nos EUA, e a transferência da listagem de suas ações da Bolsa de Amsterdã para a Bolsa de Nova York, com a nomeação de um novo conselho, que incluiria Michael Ovitz, ex-presidente da Disney.
Fonte: neofeed.com.br

