Expansão Estratégica no Mercado Financeiro
A SRM, gestora com forte atuação em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), anuncia sua entrada no mercado de Debt Capital Market (DCM). A iniciativa visa diversificar o portfólio da empresa, que já administra cerca de R$ 2 bilhões em FIDCs. A expectativa é movimentar aproximadamente R$ 500 milhões em operações no primeiro ano de atuação, aproveitando o aquecido mercado de crédito privado no Brasil.
Foco no Middle Market e Novos Instrumentos
A nova vertical de DCM da SRM se concentrará em instrumentos como debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). As operações planejadas variam entre R$ 50 milhões e R$ 200 milhões, com foco principal em empresas do chamado middle market, aquelas com faturamento anual entre R$ 200 milhões e R$ 700 milhões. Essa estratégia visa atender um público similar ao já servido pelos FIDCs da gestora, mas também abrindo portas para atender empresas com faturamentos ligeiramente inferiores ou superiores, além de apoiar a área de venture capital, a SRM Ventures.
Aquisição da Empírica e Expertise em Mercado de Capitais
A estruturação da área de DCM teve início em 2025, com contratações estratégicas. A aquisição da Empírica, anteriormente ligada à Reag, foi um passo fundamental para acelerar esse processo, trazendo para a SRM uma expertise consolidada em mercado de capitais. Leonardo Calixto, um dos fundadores da Empírica, assume a liderança da área de mercado de capitais como CEO da SRM Empírica, fortalecendo a capacidade da gestora nesse novo segmento.
Cenário Favorável e Vantagem Competitiva da SRM
A entrada da SRM no mercado de dívida ocorre em um momento de alta para a renda fixa, que concentrou grande parte das captações em 2025, totalizando R$ 737,7 bilhões. Com juros em patamares elevados, empresas de menor porte buscam cada vez mais o mercado de capitais para financiamento. A SRM se diferencia pela sua vasta rede de 18 filiais e 300 funcionários distribuídos pelo país, além de uma infraestrutura robusta para análise de crédito e equipe comercial. Essa estrutura, descrita como mais similar à de um banco do que a de uma gestora tradicional, permite à empresa originar operações e manter um relacionamento próximo com os clientes empresariais.
Fonte: neofeed.com.br

