Investigação em Andamento e Suspeita contra Pesquisadora
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado assegurando que os materiais biológicos furtados da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não apresentam risco à saúde pública. A declaração surge em meio a uma investigação policial que apura o desaparecimento de cepas virais do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da universidade. Segundo informações veiculadas pelo programa Fantástico, da TV Globo, as amostras desviadas incluem vírus ligados a doenças como dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr e coronavírus humano, além de vírus que afetam animais.
Unicamp Reforça Protocolos de Segurança e Continua Missão Científica
A Unicamp, por meio de nota oficial, reiterou a segurança de seus protocolos de biossegurança e reafirmou seu compromisso com a missão acadêmica e científica. A instituição segue colaborando com as autoridades na apuração dos fatos. A professora e pesquisadora argentina Soledad Palameta Miller, com atuação na Unicamp, foi presa pela Polícia Federal sob suspeita de furto do material biológico. A defesa da professora não se pronunciou sobre o caso.
Liberdade Provisória e Medidas Cautelares para Pesquisadora
Um dia após a prisão, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória à professora Soledad Miller. No entanto, medidas cautelares foram impostas, incluindo a proibição de acesso a laboratórios relacionados à investigação e a impossibilidade de deixar o país sem autorização judicial. Soledad é investigada por suposta produção, armazenamento, transporte, comercialização, importação ou exportação de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) ou seus derivados sem a devida autorização, em desacordo com normas da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
Marido da Pesquisadora Também Sob Investigação
A Polícia Federal também investiga o envolvimento do marido de Soledad, Michael Edward Miller, no furto do material biológico. O desaparecimento de caixas com amostras virais, armazenadas em uma área classificada como NB-3 (alto nível de contenção biológica e rigorosos protocolos de segurança), foi constatado em 13 de fevereiro. Durante as buscas, parte do material foi recuperada em diferentes locais da universidade, incluindo laboratórios onde a professora tinha acesso.
Fonte: viva.com.br

