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Americanas Pede Fim da Recuperação Judicial: Os 3 Pilares para a Nova Era Pós-Fraude

Rali em Bolsa Marca Pedido de Saída da RJ

As ações da Americanas experimentaram uma forte alta na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) na última quinta-feira, 26 de março. A valorização expressiva, que superou os 19% em certo momento do pregão, foi impulsionada pela notícia de que a varejista protocolou o pedido para sair da recuperação judicial. Este processo, iniciado após a descoberta de uma fraude contábil de R$ 25 bilhões no início de 2023, marca um ponto de virada significativo na trajetória da empresa.

CEO Fernando Soares Detalha os Três Pilares da Recuperação

Em comunicação com analistas, o CEO da Americanas, Fernando Soares, destacou que a decisão de solicitar o fim da recuperação judicial se baseia em três pilares fundamentais. “Nós cumprimos as obrigações previstas no plano da RJ e executamos um plano de transformação bastante relevante da companhia, tanto do ponto de vista operacional como estratégico”, afirmou Soares. Ele ressaltou ainda que a empresa encerrou o ano de 2025 com números considerados consistentes, consolidando o avanço em suas obrigações e na reestruturação interna.

Lojas Físicas como Centro do Negócio e Venda de Ativos

Um dos principais eixos da estratégia de recuperação da Americanas tem sido o fortalecimento das lojas físicas como o centro do seu modelo de negócio. Em contramão à tendência de fechamento de unidades observada nos anos anteriores, a empresa voltou a inaugurar novas lojas, com seis aberturas em 2025 e mais três já em 2026. Paralelamente, a varejista tem alienado ativos que não se alinham mais ao seu core business. A venda da Uni.Co, detentora das marcas Imaginarium, Puket e Lovebrand, foi encaminhada em outubro de 2025, e o processo de desinvestimento no Hortifruti Natural da Terra também segue em andamento.

Plano 100: Novos Horizontes em Retail Media e Serviços Financeiros

Com a perspectiva de deixar a recuperação judicial para trás, a Americanas delineou seu novo plano estratégico para os próximos quatro anos, denominado “Plano 100”, em alusão aos 100 anos da empresa completados em 2029. Este plano prioriza três avenidas principais. A primeira é a contínua otimização das lojas físicas, com base em extensas pesquisas de mercado. A segunda avenida é o lançamento e desenvolvimento do Americanas Ads, braço de retail media da companhia, que busca alavancar o grande número de pontos de contato com o consumidor. A terceira frente abrange os negócios digitais e de serviços financeiros, incluindo o relançamento do cartão de crédito da rede e do programa de fidelidade “Cliente A”. A empresa também está testando novas ofertas, como um crediário com parcelamento em até dez vezes, visando aprofundar o relacionamento com sua base de clientes e aumentar a frequência de compra e o tíquete médio.

Resultados Financeiros Indicam Melhora, Apesar de Prejuízo Trimestral

No quarto trimestre de 2025, a Americanas reportou um prejuízo líquido de R$ 44 milhões, o que representa uma melhora significativa de 92,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o prejuízo foi de R$ 271 milhões, um número impactado por efeitos extraordinários relacionados à recuperação judicial. Contudo, a empresa apresentou melhorias em outros indicadores. O Ebitda operacional no trimestre atingiu R$ 376 milhões, revertendo o resultado negativo do ano anterior. O Ebitda ajustado, que exclui despesas e eventos da RJ, também demonstrou crescimento, totalizando R$ 1,1 bilhão em 2025, um aumento de 11,6% sobre 2024. A dívida bruta encerrou 2025 em R$ 2 bilhões, enquanto a disponibilidade de caixa líquido atingiu R$ 488 milhões, demonstrando uma gestão financeira mais robusta.

Fonte: neofeed.com.br

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