Eduardo Leite defende ajuste fiscal ‘ao estilo gaúcho’ para o Brasil, comparando desafios estaduais com os federais
Pré-candidato à Presidência pelo PSD, o governador do Rio Grande do Sul aponta reformas e enxugamento da máquina pública como chaves para a recuperação econômica, citando sucesso na gestão estadual e resiliência climática.
Em meio a articulações para ser o nome do PSD na corrida presidencial, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, traçou um paralelo entre os desafios enfrentados pelo Estado e os que o Brasil precisará encarar a partir de 2027, com ênfase na gestão das contas públicas.
Ajuste fiscal: Lições do Rio Grande do Sul para a União
Durante sua participação no South Summit Brazil, Leite destacou as medidas de austeridade e reformas implementadas em seu governo, que resultaram na redução da folha de pagamento de 80% para 60% da receita estadual e no aumento dos investimentos de 2% para 10%. Ele argumenta que uma lógica semelhante de ajuste fiscal é crucial para o Brasil, com o objetivo de diminuir os juros e baratear o crédito, impulsionando assim os investimentos.
Setor privado e foco no essencial
O governador defende a ampliação da participação do setor privado, por meio de concessões, Parcerias Público-Privadas (PPPs) e privatizações. Segundo Leite, essa estratégia liberaria o Estado para se concentrar em suas responsabilidades primordiais, como saúde, educação e segurança, garantindo a entrega de serviços básicos de qualidade.
Crise climática e resiliência
Leite também abordou a urgência da resiliência climática, lembrando as recorrentes estiagens e as recentes enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul. Ele mencionou as negociações em andamento com o governo federal para a suspensão do pagamento da dívida estadual, visando direcionar recursos para investimentos em irrigação e outras medidas de proteção agrícola, essenciais para a economia do estado.
Disputa pela indicação presidencial
A declaração de Leite ocorre em um momento de intensa negociação interna no PSD. Após a desistência de Ratinho Júnior, a disputa pela indicação do partido para a Presidência se concentra entre Eduardo Leite e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. A decisão de Gilberto Kassab, presidente do PSD, é aguardada em um cenário eleitoral polarizado.
Fonte: neofeed.com.br

