Irã define regras para Estreito de Ormuz
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araqchi, anunciou nesta quarta-feira (26.mar.2026) que o Estreito de Ormuz permanece aberto para navegação, mas com restrições significativas. Segundo o chanceler, a passagem está liberada apenas para países considerados aliados e amigos do Irã, enquanto nações em conflito com Teerã estão vetadas.
Países autorizados e a política de resistência
Araqchi listou explicitamente os países que têm permissão para utilizar a rota estratégica: China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão. “Para alguns países que identificamos como nossos amigos, permitimos a passagem pelo estreito de Ormuz”, declarou. Em contrapartida, o ministro reforçou a política de confronto direto com adversários: “Não há razão para permitir que nosso inimigo passe pelo estreito de Ormuz”. Ele descartou negociações no momento, afirmando que a política atual é de “continuar a resistência”.
Críticas à presença militar dos EUA e garantias de segurança
O chanceler iraniano também criticou a presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, argumentando que as bases americanas aumentam os riscos de segurança na região, ao invés de proporcioná-la. Ele citou ataques a instalações em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Jordânia como evidência. Araqchi questionou a confiabilidade de garantias internacionais para um eventual cessar-fogo, considerando-as não confiáveis em 100%. Para ele, a resposta militar iraniana serve como um mecanismo de dissuasão, impedindo novas agressões.
Cessar-fogo e responsabilização
Segundo o ministro, um cessar-fogo sem garantias efetivas pode prolongar o conflito, criando um “ciclo vicioso”. Ele defendeu a responsabilização do adversário, argumentando que o inimigo “deve aprender uma lição duradoura” e que os danos sofridos pelo povo iraniano devem ser compensados. Araqchi classificou a resposta militar do Irã como um marco, interpretando o atual debate sobre negociações como uma “admissão de derrota” por parte dos adversários, que inicialmente exigiam rendição incondicional.
China defende diálogo diplomático
Em meio a essa declaração, a China se destacou entre os países autorizados a usar o estreito, defendendo uma saída diplomática para o conflito regional e pedindo que o Irã aproveite “janelas de oportunidade” para a paz.
Fonte: www.poder360.com.br

