quarta-feira, maio 6, 2026
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Moraes ordena prisão de contador por vazamento de dados sigilosos de familiares de autoridades e ministros do STF

Prisão e Suspeitas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do contador Washington Travassos de Azevedo em 13 de março de 2026. Azevedo é investigado por seu suposto envolvimento em um esquema de vazamento de dados sigilosos de familiares de ministros da Corte e de outras autoridades. Ele está detido desde 14 de março, após ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão em 5 de março, como parte da operação Dataleaks, deflagrada pela Polícia Federal.

Segundo relatos, o contador teria admitido à Polícia Federal atuar como intermediário entre um indivíduo interessado em obter dados da Receita Federal e outra pessoa com acesso a informações confidenciais. O STF confirmou a prisão, indicando que Azevedo é apontado como um dos responsáveis pela obtenção de dados fiscais protegidos por sigilo funcional. As informações vazadas abrangem o período de 8 de janeiro de 2024 a 27 de janeiro de 2026 e incluem dados de 1.819 pessoas, entre elas, indivíduos ligados a ministros do STF, do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados, ex-senadores, um ex-governador, dirigentes de agências reguladoras e empresários.

Investigação em Andamento

A decisão de Moraes de investigar o possível vazamento de dados foi antecipada pelo Poder360 em 13 de janeiro de 2026. A apuração tem como pano de fundo uma investigação interna no STF sobre a possível quebra de sigilo fiscal de ministros da Corte e de seus parentes, atribuída à Receita Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Esta investigação faz parte do inquérito das chamadas fake news, iniciado em 2019 e que tramita em sigilo.

O caso ganhou impulso após a divulgação de reportagens com informações envolvendo autoridades. No caso específico de Alexandre de Moraes, foram citados detalhes sobre um contrato entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, no valor de R$ 131,3 milhões ao longo de três anos. Embora não houvesse dados sigilosos explícitos, levanta-se a suspeita de que informações financeiras possam ter sido obtidas por meio de bases de dados restritas.

Defesa e Próximos Passos

A Procuradoria-Geral da República manifestou-se favoravelmente à prisão do contador. A defesa de Washington Travassos de Azevedo, representada pelo advogado Eric Cwajgenbaum, informou que se pronunciará sobre o caso. Em declarações à Folha de S.Paulo, o advogado afirmou ainda não ter tido acesso à decisão judicial que determinou a prisão de seu cliente.

Fonte: www.poder360.com.br

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