quarta-feira, maio 6, 2026
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Cláudio Castro demite 11 secretários para disputarem eleições no RJ em meio a processo de cassação no TSE

Demissões em Massa no Governo do RJ

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), exonerou nesta sexta-feira (20.mar.2026) 11 secretários de estado. A medida visa permitir que os chefes de pastas concorram a cargos eletivos nas eleições de outubro deste ano. A saída dos secretários acontece em um momento de grande expectativa sobre o futuro político de Castro, com um julgamento em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na cassação de seu mandato.

Julgamento no TSE e Expectativa de Renúncia

O processo no TSE que pode levar à cassação do governador está empatado em 2 a 2, com o ministro Nunes Marques tendo pedido vista do caso. A retomada do julgamento está marcada para 24 de março. Segundo informações divulgadas pelo g1, há uma expectativa de que o próprio Cláudio Castro renuncie ao cargo na segunda-feira (23.mar.2026), caso o julgamento avance no sentido da condenação.

Investigação sobre Abuso de Poder

As ações que tramitam no TSE investigam supostos abusos de poder político e econômico cometidos durante as eleições de 2022. O cerne da investigação envolve contratações temporárias realizadas pelo governo estadual através da Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). O Ministério Público Eleitoral (MPF) alega que parte dessas contratações teria sido utilizada para beneficiar politicamente a campanha de reeleição de Castro. O caso chegou ao TSE após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) ter absolvido o governador em 2024, mas as suspeitas tiveram origem em 2022, durante o período eleitoral.

Contexto Político e Eleições de Outubro

A exoneração dos secretários, que agora se preparam para disputar as eleições municipais, adiciona uma nova camada de complexidade ao cenário político fluminense. A decisão de Castro pode ser interpretada como uma estratégia para garantir que seus aliados políticos tenham a liberdade de se candidatar, ao mesmo tempo em que ele enfrenta um potencial desfecho desfavorável em Brasília. A situação eleitoral e jurídica do Rio de Janeiro permanece em ebulição, com os olhos voltados para os próximos desdobramentos no TSE e as definições nas chapas para outubro.

Fonte: www.poder360.com.br

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