O Arsenal Americano: Bombas de Grande Impacto
Os Estados Unidos demonstraram sua capacidade de atingir alvos subterrâneos reforçados com o uso de “bombas destruidoras de bunkers”. Embora a arma exata utilizada em recentes ataques a posições de mísseis iranianos ainda não tenha sido oficialmente confirmada, especula-se o uso de modelos como a GBU-28. Com aproximadamente 2.300 kg, esta bomba é projetada para penetrar em instalações subterrâneas e bunkers antes de detonar. Relatos indicam que seu custo pode ultrapassar os 250.000 euros por unidade.
Ainda mais poderosa é a GBU-57A/B MOP, uma bomba de 13.600 kg que os EUA empregaram contra instalações nucleares iranianas no ano passado. A capacidade de lançamento dessas armas frequentemente recai sobre o bombardeiro estratégico B-2 Spirit, uma aeronave furtiva de longo alcance capaz de penetrar defesas aéreas modernas e carregar armamentos convencionais ou nucleares.
O Taurus Alemão: Precisão e Penetração de Mísseis
A Alemanha, por sua vez, conta com o míssil guiado Taurus (KEPD-350) como sua principal arma contra alvos endurecidos. Diferente das bombas americanas, o Taurus opera como um míssil de cruzeiro com um alcance de cerca de 500 quilômetros e um peso de aproximadamente 1,4 toneladas. Sua ogiva, denominada Mephisto, foi especificamente desenvolvida para penetrar “bunkers” e alvos subterrâneos, como postos de comando e refúgios.
Ao contrário das bombas de queda livre, o Taurus atinge o alvo em alta velocidade e sua ogiva detona após um atraso, maximizando a penetração. Essa característica o torna especialmente eficaz contra infraestruturas fortemente protegidas e alvos subterrâneos. Embora considerado menos “brutal” em termos de impacto físico imediato, o Taurus oferece uma flexibilidade tática superior e precisão em ataques profundos no território inimigo.
Capacidades e Utilização
O míssil Taurus pode ser lançado por caças de alta performance como o Panavia Tornado e o Eurofighter Typhoon. Sua integração também foi confirmada em aeronaves como o F/A-18 Hornet espanhol e o Saab JAS 39 Gripen sueco. A escolha entre o Taurus e as bombas americanas depende da natureza do alvo, da necessidade de precisão e do cenário tático específico. Enquanto as superbombas americanas visam a destruição massiva de alvos altamente fortificados, o míssil alemão prioriza a penetração e a neutralização precisa de instalações subterrâneas e complexos protegidos.
Fonte: pt.euronews.com

