Quadro está longe de ser controlado
O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda inspira cuidados rigorosos e o quadro está longe de ser considerado estável, segundo o cardiologista Leandro Echenique. Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (13) com pneumonia bilateral, apresentando sintomas graves como bacteremia (presença de bactérias na corrente sanguínea) e queda acentuada na saturação de oxigênio, que chegou a 80%.
Echenique informou que não há previsão para a saída de Bolsonaro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele ressaltou que a idade do ex-presidente exige uma recuperação mais lenta, especialmente diante dos agravantes clínicos apresentados. O médico descartou qualquer possibilidade de intervenção cirúrgica no momento, mas reforçou que o risco de piora permanece, apesar das medidas que estão sendo tomadas. Bolsonaro deve permanecer internado para tratamento por no mínimo 7 dias.
Pneumonia mais severa e risco de sepse
Esta é a terceira pneumonia enfrentada pelo ex-presidente, sendo considerada a mais severa até o momento. Ao dar entrada no hospital, Bolsonaro apresentava pressão arterial de 9 por 5, febre, calafrios, falta de ar, vômitos e refluxo. O cardiologista Brasil Caiado confirmou que o ex-presidente chegou em quadro de pré-sepse e que uma infecção generalizada não pode ser descartada imediatamente.
“Em infecção, nós não podemos falar isso, porque como o doutor Leandro falou, a resposta ao antibiótico é muito variada, depende dele. Nós temos um tempo muito curto agora, vamos para as primeiras 12 horas. Vamos observar”, disse Caiado.
Tratamento e recuperação
O diagnóstico confirmou a infecção nos dois pulmões, com maior comprometimento do lado esquerdo. O tratamento atual consiste na administração de dois antibióticos por via intravenosa, em um ciclo previsto para durar entre 7 e 14 dias. Embora Bolsonaro esteja consciente e com melhora na fala, ele permanece na UTI recebendo suporte de fisioterapia respiratória, hidratação e cuidados específicos para o controle de soluços e refluxo gástrico.
Frequência de hospitalizações
O médico Leandro Echenique também traçou um comparativo sobre a frequência de hospitalizações do ex-presidente. Ele destacou que, no período anterior, a média era de uma ou duas internações por ano, enquanto esta já representa a sexta passagem de Bolsonaro pelo hospital em um período recente. O risco de morte pela infecção ainda é real, segundo Echenique, embora tenha sido atenuado pela agilidade na internação e pelo início imediato da terapia intensiva.
Fonte: www.poder360.com.br

